Outonos e primaveras – Padre Fábio de Melo

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.

São as estações do tempo. São as estações da vida.

Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras…

Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…

Floresçamos.

Padre Fábio de Melo

O Segredo de Francisco: Paráfrase à Oração do Senhor (Pai Nosso)

1 Ó Santíssimo Pai Nosso: Criador, Redentor, Salvador e Consolador;

2 que estais no céu: nos anjos e nos santos. Vós os iluminais para o conhecimento, porque Vós, Senhor, sois a Luz. Vós os inflamais para o amor, porque Vós, Senhor, sois o amor. Vós habitais neles repletando-os para a vida beatífica, porque Vós, Senhor, sois o Sumo Bem, o Bem eterno, do qual procede todo bem e sem o qual nada pode ser bom;

3 santificado seja o Vosso Nome: reluza em nós o conhecimento de Vós, para podermos reconhecer a largura de vossos benefícios, o comprimento de vossas promessas, a altura da vossa majestade e a profundidade dos juízos (Ef 3,18);

4 venha a nós o Vosso Reino: para que reineis em nós por vossa graça e nos deixe entrar no vosso reino, onde veremos a vós mesmo sem véu, teremos o amor perfeito a Vós, a beatífica comunhão convosco, a fruição de Vossa Essência;

5 seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu: a fim de que Vos amemos de todo o coração, pensando sempre em vós; de toda a alma, aspirando sempre a Vós; de todo o nosso entendimento, ordenando todos os nossos desejos a Vós e buscando em tudo a honra vossa; de todas as nossas forças, empenhando todas as virtudes e sentidos do corpo e da alma da obediência a vosso amor e em nada mais. E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo, na medida de nossas forças, para o vosso amor todos os homens, alegrando-os pelo bem dos outros e pelo nosso próprio bem, compadecendo-nos deles em suas tribulações e jamais ofendendo a ninguém;

6 O pão nosso de cada dia nos dai hoje: vosso dileto Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, nos dai hoje, a fim de lembrar e reconhecer o amor que teve por nós bem como tudo o que por nós tem falado, operado e sofrido;

7 perdoai-nos as nossas ofensas: por vossa inefável misericórdia e o inaudito sofrimento de vosso dileto Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e pela poderosa intercessão da beatíssima Virgem Maria, bem como pelos méritos e súplicos de todos os vossos eleitos;

8 assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido: e o que nós não perdoamos totalmente, fazei Vós, ó Senhor, que o perdoemos plenamente, a fim de que possamos amar sinceramente os nossos inimigos e por eles intercedermos junto de Vós, não retribuamos a ninguém  o mal pelo mal (Rm 12,17) e nos esforcemos por ser úteis a todos em Vós;

9 e não nos deixeis cair em tentação: oculta ou manifesta, impetuosa ou inesperada;

10 mas livrai-nos do mal: passado, presente e futuro;

Amém.

 

Escrito de São Francisco de Assis

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais

Como fugir da impureza – Santo Afonso de Ligório

Retirado de “Tratado da Castidade”, de Santo Afonso de Ligório, o excerto abaixo é uma exortação às almas que querem fugir do pecado da impureza. São recomendadíssimas as palavras desse doutor da Igreja, especialmente para aqueles que estão afogados na lama do pecado da masturbação, da pornografia, da fornicação, do adultério. “Bem aventurados os puros”, diz Jesus.

 

Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando os meios que te vou indicar, e não sucumbirás:

a) O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: “Antes de me haver humilhado, eu pequei” (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos preserve desse vício.

 b) O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatamente os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender. Peça-se socorro, dizendo: Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.

 c) O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. “Uma tentação revelada já está meio vencida”, diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso.São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.

A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de ‘Vinho gerador de Virgens’ (Zac 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.

d) O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!

 e) O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecli 33, 21): “A ociosidade ensina muita coisa má”, isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernardo, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico (Ep. ad Rust., 2) que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. “Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles”, diz São Boaventura.

 f) O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.”

Santo Afonso de Ligório

 

Sejamos puros. Só assim poderemos alcançar a glória do Reino de Deus.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O Segredo de Francisco: Para todos os pregadores

Nenhum dos irmãos pregue contra a forma e a doutrina da santa igreja nem sem a permissão de seu ministro. O ministro, porém, tome cuidado de não a conceber indiscriminadamente. No entanto, todos os irmãos podem pregar pelas obras. E nenhum ministro ou pregador se arrogue o cargo de ministro dos irmãos ou o ofício da pregação como sua propriedade, mas à mesma hora que lhe for ordenado, deponha o seu cargo, sem nenhuma objeção. Suplico por isso na caridade “que é o próprio Deus” (1Jo 4,8), a todos os meus irmão que pregam, oram ou trabalham, sejam clérigos ou leigos, que tratem de se humilhar em tudo, nem se desvaneçam, nem sejam presunçosos, nem se envaideçam interiormente de belas palavras ou obras, enfim de nada do que Deus às vezes diz, faz e opera neles e por eles, conforme diz o Senhor: “Mas não vos alegreis de que os espíritos se vos submetam” (Lc 10,20).

E estejamos firmemente convencidos de que não temos coisa própria nossa senão os nossos vícios e pecados. Antes nos devemos regozijar “quando cairmos em diversas provações” (Tg 1,2) e sofremos neste mundo na alma e no corpo toda sorte de angústias e tribulações, por causa da vida eterna. Por isso vamos nós, irmãos todos, acautelar-nos de toda vanglória e soberba. Guardemo-nos das sabedoria deste mundo e da prudência da carne. Pois o espírito da carne tem grande interesse em fazer muito em palavras e pouco em obras, nem procura a piedade e santidade interior do espírito, mas antes avisa e deseja uma piedade e santidade que apareça por fora diante dos homens. E é de tais que diz o Senhor: “Em veredas vos digo, que esses já receberam sua recompensa” (Mt 6,2). Porém o espírito do Senhor exige que a nossa carne seja mortificada e desprezada, vil, abjeta e desprezível; e ele procura a humildade e a paciência e a pura, simples e verdadeira paz do espírito; e acima de tudo deseja sempre o temor de Deus, a sabedoria de Deus e o divino amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Atribuamos ao Senhor Deus altíssimo todos os bens, reconheçamos que todos os bens Lhe pertencem; demos-Lhe graças por tudo, pois d’Ele procedem todos os bens. E Ele, o altíssimo e soberano, o único e verdadeiro Deus, os possua com sua propriedade. E a Ele se deem, e receba toda honra e reverência, todo louvor e exaltação, toda ação de graças e toda glória, Ele a quem pertence todo o bem, e que “só Ele é bom” (Lc 18,19). De nossa parte, quando vemos e ouvimos alguém amaldiçoar, abençoemos; fazer o mal, façamos o bem; blasfemar, louvemos o Senhor, que é bendito por toda a eternidade.

Amém.

 

Escrito de São Francisco de Assis

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais

 

Dons de orar e falar em línguas!

Filhos e filhas,

“Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo”. (1Cor 12,4). 

No capítulo doze da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, o Apóstolo cita alguns dons e afirma que todos devem manifestá-los para a utilidade de todos (cf 1Cor 12,7). Então, não devemos tentar impedir a ação do Espírito Santo em nós, muito pelo contrário, devemos deixá-lo agir.

E sob a ação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, podemos rezar e falar em línguas. Muitos me questionam sobre esses dons, por isso, aqui faço uma pequena explanação, mas antes ressalto que em nenhum momento, durante o dom de línguas, perde-se a consciência.

Orar em línguas – através desse dom “palavras incompreensíveis que não são minhas, palavras escolhidas e formuladas pelo Espírito Santo, dão a Jesus o louvor que Ele merece, e do qual eu mesmo sou incapaz” (cf 1Cor 14, 9). Nesse dom é o próprio Espírito Santo que reza em nós.

Falar em línguas – esse dom, uma mensagem de Deus é proclamada em uma linguagem desconhecida para uma assembleia determinada. Quando ele se manifesta, necessariamente, um membro do grupo recebe o dom da interpretação de línguas e traduz a mensagem a todos. Por isso, só é manifestado em grupos.

Que sejamos mais dóceis à ação do Espírito Santo.

Deus abençoe você e sua família.

Padre Reginaldo Manzotti

Conhecer-se a si mesmo

Quando começamos a nos conhecer, vencemos as ilusões sobre nós mesmos

Conhecer-se a si mesmo! Essa velha máxima dos gregos atravessou milênios e chegou a nós cheia de vida e de importância. Sem se conhecer você não pode se construir como convém. E esta não é uma tarefa fácil. Ninguém se torna maduro e equilibrado sem se conhecer. Temos que ter coragem de olhar as escravidões e traumas que o passado possa ter deixado em nossa vida, não importa por quem e como, e buscar a liberdade e o equilíbrio.

Vivemos acreditando em um montão de coisas que não podemos ter, que não podemos ser, que não vamos conseguir. A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes!

Reconheça os seus valores e os empregue para o bem dos outros. Isso não é egoísmo nem soberba. Humildade não é ficar se desvalorizando ou pisando em si mesmo, é ser fiel à verdade sobre você.

Quando começamos a nos conhecer, vencemos as ilusões sobre nós mesmos; vamos deixando as máscaras e falsidades; deixamos o “palco” e entramos na vida real.

Quando você olha a vida de frente, toma posse dela. Não tenha medo de constatar as suas forças, fraquezas e erros. Assuma tudo e recomece a corrigir o que estiver errado, com calma e perseverança. Não é fácil se enfrentar e se superar, mas é necessário. É preciso querer. Saiba que os nossos comportamentos têm causas boas ou más; investigue-as; só assim você vai se conhecer. Sem medo. Não se esqueça, é claro, de anotar os seus valores; faça uma contabilidade correta. Na verdade, você vai descobrir que é um pouco santo e um tanto pecador; um tanto sábio e outro tanto tolo; um tanto mentiroso e um tanto honesto; um tanto qualificado e um tanto incompetente; um tanto alegre e um tanto triste… e mais.

Mas aprenda a amar-se e a aceitar-se com a devida tolerância para consigo mesmo. Quando fazemos um exame profundo de nosso interior experimentamos renascer em nós a liberdade e a vida. Assim os fantasmas da alma desaparecem e o seu verdadeiro eu pode erguer-se.

Preste atenção naquilo que as pessoas honestas falam de você, e você se conhecerá um pouco mais.

O que mais acontece nos relacionamentos humanos é o fato de as pessoas não verem e não assumirem as suas falhas, tentando sempre empurrar as culpas das coisas erradas para os outros; é o chamado “bode expiatório”.

Temos também que ter coragem de aceitar as boas críticas, pois nos fazem mais bem aqueles que honestamente nos criticam do que aqueles que nos bajulam. Os primeiros nos ajudam a crescer, os outros nos fazem orgulhosos.

Se você aprender a lidar com você mesmo, lidar com os outros será mais simples e você será feliz.

Professor Felipe Aquino

 

Conhecer-se e Perdoar-se (Padre Fabio de Melo)

A virtude da castidade – Pe. Paulo Ricardo

É importante guardar rigorosamente os sentidos

A virtude que se opõe à luxúria é a castidade. Por causa da expressão “voto de castidade”, muitos pensam que essa virtude esteja reservada para aqueles que não desejam se casar. Isso não é verdade.

A castidade é uma virtude para todos os cristãos: seja para os que ainda vivem num estado de vida transitório como solteiros, seja para os que já estão comprometidos com o celibato ou com o matrimônio.

A castidade é a virtude que permite consagrar a Deus a capacidade de desejar e de amar. E esta é uma necessidade de todo cristão.

Diante da doença da luxúria, a nossa atitude fundamental deveria ser de total confiança na graça de Deus e completa desconfiança de nós mesmos.

São Felipe Neri (1515 – 1595), o grande santo do bom humor, expressava essa atitude numa oração exemplar: “Ó meu Deus, não confieis em Felipe, porque caso contrário, ele trair-vos-á”. Esta confiança em Deus e desconfiança de si deveria ser aplicada não somente à vivência da castidade, mas tambem à nossa capacidade de conhecer a verdade da sexualidade. Quando se trata do mundo afetivo-sexual, o conhecimento da verdade pode ser alcançado, mas geralmente nos deparamos com armadilhas colocadas por nossa afetividade e sexualidade feridas.

Quando falamos de verdade da sexualidade, devemos levar em consideração que a palavra “verdade” pode ser compreendida a partir de dois pontos de vista: de Deus e do homem.

a) Verdade divina – Quando Deus pensa a verdade, Ele cria. Do ponto de vista de Deus, uma coisa é verdadeira se ela estiver de acordo com o divino projeto d’Ele. Antes da existência das coisas, o Todo-poderoso as pensou, e este “pensamento” é a verdade a respeito da criação. Quando uma criatura se afasta dessa verdade, ela está necessariamente se afastando de seu próprio ser. Este fenômeno é conhecido como morte.

b) Verdade humana – Quando o homem pensa a verdade, ele obedece. A verdade não é uma coisa que podemos projetar, inventar ou criar. O homem é uma criatura, por isso, se desejar conhecer a verdade, deverá humildemente mergulhar nas coisas, que já foram previamente criadas-pensadas por Deus. Para o homem, a verdade, neste mundo, estará sempre marcada pelo aspecto da busca e, uma vez encontrada, da obediência. Como já dizia Platão: “Uma verdade conhecida é uma verdade obedecida”.

Em resumo, para as coisas serem verdadeiras, elas precisam se adaptar a Deus (a); para o homem conhecer a verdade, ele precisa se adaptar às coisas (b). Mas, com o pecado original, o ser humano desenvolve dentro de si uma tendência de ocupar o lugar de Deus Pai. O homem, principalmente o homem moderno, está farto de obedecer à verdade (b), e se decidiu por construir ele mesmo a “sua” verdade, comportar-se como Deus criador (a).

O fato de o corpo contribuir para o surgimento da paixão pela luxúria requer que ela seja combatida também com remédios que envolvam o corpo. Uma vez que não vivemos isolados como os eremitas, é importante guardar rigorosamente os sentidos, especialmente o olhar e o tato. Quem crê que pode tudo, ouvir tudo e ver tudo se recusa a dominar a própria imaginação e suas necessidades afetivas. Na era da internet, da televisão e do cinema, é necessário mais que nunca escolher aquilo que vemos, para não transformar o nosso mundo interior numa lata de lixo. E apesar de escolhermos o que vamos assistir, devemos saber limitar a quantidade.

O controle do tato também é muito importante. A atitude espiritual diante do toque depende também das diferentes culturas e da sensibilidade de cada pessoa. Por isso se quiser encontrar um critério objetivo, seria oportuno que cada um observasse com sinceridade as consequências dos contatos gestuais nos sinais do próprio corpo e da própria fantasia.

(Artigo extraído do livro “Um olhar que cura”, p. 103/104/109/113)

Pe. Paulo Ricardo

 

Jesus vinha me visitar!!!

Eu tenho o costume de visitar o Santíssimo sempre  que posso, como vivo viajando a trabalho, sempre procuro uma Paróquia mais perto para ir às missas e fazer minhas visitas a Jesus, pois quando estou com Ele, todos os meus problemas se tornam insignificantes perto do seu amor por mim.

Hoje, como estou em Porto Alegre, fui fazer minha visita ao Santíssimo na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, que fica no bairro de Menino de Deus. Nessa visita acabei conhecendo a Irmã Iza Contini, que é a responsável por cuidar da Paróquia e abri-la todos os dias as 14:00.

Um senhora realmente extraordinária, muito simples, com uma fala mansa que nos prende de forma muito doce. E assim, depois que terminei minha conversa com Jesus, eu e ela ficamos um bom tempo conversando sobre como é maravilhoso o amor de Deus por nós quando permite que visitemos Jesus Sacramentado sempre que quisermos, falamos como o nosso dia fica mais leve depois da visita à Jesus, como avida fica mais leve quando temos o hábito de visitar e conversar com Nosso Senhor constantemente.

E nessa conversa aquela santa mulher me contou uma história de um homem que trabalhava próximo à paróquia e que passava quase todos os dias para visitar o Senhor no altar, nem que fosse só para falar um oi para Jesus quando não tinha muito tempo.

Até que um determinado dia ele ficou muito doente e teve que ser operado e passar um bom tempo internado no hospital. O padre então, percebendo que o homem não estava mais fazendo as suas visitas procurou saber o que estava ocorrendo e descobriu o hospital que o homem estava internado e, sabendo que ele era sozinho, resolveu visitá-lo para que ele nãos e sentisse sozinho na sua doença.

Então, quando o padre voltou que os demais procuraram saber como o homem estava, o padre com os olhos cheios de lágrimas, disse que o homem estava muito bem, feliz e se recuperando, e que, segundo as próprias palavras do paciente, todos os dias um senhor de idade que ele não conhecia o visitava no quarto e que ficava simplesmente olhando para ele com um sorriso na face.

Quando a Irmã Iza acabou de me contar meus olhos é que estavam lacrimejantes, pois senti um calor enorme no meu coração e tive a certeza que Jesus nos acompanha por onde quer que formos.

Meu sogro no início do ano foi diagnosticado com um câncer gravíssimo no pescoço, onde um caroço enorme cresceu se tornando até metástase. Passei então a visitar o santíssimo todos os dias e pedir pela cura do meu sogro, que é um homem muito bom. O que aconteceu, sem explicação e em apenas 05 meses ele foi curado e os exames hoje não mostram nada, como se ele nunca tivesse tido nada.

Meu irmão, muitas vezes estamos sofrendo com diversas situações e não percebemos que Jesus está bem ao nosso lado pronto para nos ajudar, nos consolar, mas nós simplesmente não temos tempo para Ele.

Tenha certeza que quando você deixar, quando você começar e reservar um tempo do seu dia para Jesus, principalmente para visitá-Lo no altar, perceberá que, como o senhor visitava o homem doente todos os dias, Jesus também está te visitando para lhe ajudar a carregar a sua cruz.

Deixe Jesus entrar no seu dia, na sua vida, que ela se tornará tão leve como uma pluma. Ele te ama, e o quer sempre alegre.

 

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Porto Alegre/RS

Um dos benefícios que tenho através da minha profissão, que é de trabalhar com consultoria em tecnologia da informação, é que acabo por viajando bastante, principalmente entre as capitais, e com isso acabo conhecendo várias igrejas.

E como são lindas nossas igrejas, sejam elas grandes ou pequenas, todas trazem uma riqueza de beleza, de paz e informação muito grande.

Assim vou começar a postar aqui no blog algumas fotos das paróquias que poderei conhecer e a primeira delas é a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes que fica na cidade de Porto Alegre – RS, no bairro de Menino de Deus.

É realmente uma paróquia maravilhosa, que conheci e terei o privilégio de visitá-la durante meu projeto atual aqui em Porto Alegre.

Cuidada pela Irmã Iza Contini, que abre as suas portas todos os dias a partir das 14:00 horas para a visitação. A Paróquia possui uma pequena gruta em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes onde muitos devotos fazem e deixam as suas orações e também homenagens por graças alcançadas.

É realmente uma paróquia linda, sem falar nas ótimas conversas com a Irmã Iza que sempre me trazem muitos frutos.

Recomendo para todos que estiverem passando por Porto Alegre e estejam procurando uma ótima Paróquia para visitar o Santíssimo ou participar da Santa Missa.

Segue abaixo algumas fotos da Paróquia:

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio