Em Santidade

 

Em Santidade – Min. Adoração e Vida

Em santidade, em santidade, em santidade, sobre a terra eu devo andar
Em santidade, em santidade, em santidade, tua graça posso alcançar
E romper com as trevas

Como posso eu querer
Que a bênção venha sobre minha casa
Como posso esperar
Que meus sonhos e meus planos aconteçam

Como irei compreender
Se minha vida passa longe da verdade que eu ouvi
E os meus passos já não tocam, os caminhos que aprendi
Meu argumento, me empobrece e me faz pensar assim

Que estou tão certo, e é perfeito o meu jeito de servir
Digo que amo minha igreja e o chamado que atendi
Mas já não ouço os conselhos e a palavra que há em mim
Sonho que um dia a boa nova se espalhe até os confins

Mas sem Santidade
Sem fidelidade
Toda obra ruma ao fim

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Vem, Espírito Santo

 

Hoje o céu se abre pra derramar
Sobre os corações toda a graça do Pai
Eu também quero me derramar
De todo o meu coração nos braços do Pai

Vem, Espírito Santo, com teu poder
Tocar meu ser, fluir em mim

Hoje eu posso ser um novo homem
Pelo teu poder renascer

 

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

Comemoração de Cristo Rei – Jesus Nosso Rei e Salvador

A Festa de Cristo Rei é uma das festas mais importantes no calendário litúrgico, nela celebramos aquele Cristo que é o Rei do universo. O seu Reino é o Reino da verdade e da vida, da santidade e da graça, da justiça, do amor e da paz.

Esta festa foi estabelecida pelo Papa Pio XI em 11 de março 1925. O Papa quis motivar os católicos para reconhecer em público que o líder da Igreja é Cristo Rei. Mais tarde a data da celebração foi mudada dando um novo senso.

O ano litúrgico termina com esta que salienta a importância de Cristo como centro da história universal. É o alfa e o omega, o princípio e o fim. Cristo reina nas pessoas com a mensagem de amor, justiça e serviço. O Reino de Cristo é eterno e universal, quer dizer, para sempre e para todos os homens.

Esta festa tem um sentido escatológico na qual nós celebramos Cristo como Rei de todo o universo. Nós sabemos que o Reino de Cristo já começou a partir de sua vinda na terra a quase dois mil anos, porém Cristo não reinará definitivamente em todos os homens até que volte ao mundo com toda a sua glória no final dos tempos. Jesus nos antecipou sobre esse grande dia, em Mateus 25, 31-46.
Na festa de Rei de Cristo celebramos que Cristo pode começar a reinar em nossos corações no momento em que nós permitimos isto a ele, e o Reino de Deus pode deste modo fazer-se presente em nossa vida. Desta forma estabelecemos o Reino de Cristo de agora em diante em nós mesmos e em nossas casas, emprego e vida.

Jesus nos fala das características do seu Reino por várias parábolas no capítulo 13 de Mateus:

“O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando dele, semeou no seu campo”.

“O qual é realmente a mais pequena de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos”.

“O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado”.

“Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo”.

Nestas parábolas Jesus nos faz ver claramente que vale a pena procurar e viver o Reino de Deus, isto vale mais do que todos os tesouros da terra e que o crescimento dele será discreto, sem ninguém perceber, mas efetivo.

A Igreja tem a responsabilidade de orar e aumentar o reinado de Jesus Cristo entre os homens. O aumento do Reino de Deus deve ser o centro de nossa vida como membros da Igreja. Fazer com que Jesus Cristo reine no coração dos homens, no peito das casas, nas comunidades e nas cidades.

Com isto nós poderemos chegar a um mundo novo no qual reinará o amor, a paz e a justiça e a salvação eterna de todos os homens.

Para que Jesus reine em nossa vida, devemos em primeiro lugar conhecer Cristo. A leitura e reflexão do Evangelho, a oração pessoal e os sacramentos são os meios para conhece-Lo e as graças recebidas vão abrindo os nossos corações a seu amor. Trata-se de conhecer Cristo de uma maneira experimental e não só teleológica.

Oremos com profundidade escutando o Cristo que nos fala. Ao conhecer Cristo expressaremos o amor de maneira espontânea, por que Ele é bondade.

O amor a Cristo nos levará quase sem perceber a pensar como Cristo, querer como Cristo e sentir como Cristo, vivendo uma vida de verdadeira caridade e Cristandade autentica. Quando imitarmos Cristo conhecendo-o e amando-o, então podemos experimentar seu Reino.

O compromisso apostólico consiste em levar nosso amor para a ação de estender o Reino de Cristo a todas as almas por meio de trabalhos concretos de apostolado. Nós não podemos parar. Nosso amor aumentará.

Dedicar a nossa vida a expandir o Reino de Cristo na terra é o melhor que podemos fazer, pois Cristo nos recompensará com alegria e uma paz profunda e imperturbável em todas as circunstancias da vida.

Ao longo da história existem inumeráveis testemunhos de cristãos que deram a vida por Cristo como o Rei de suas vidas.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Salmo 92 – O Senhor é rei

1. O Senhor é rei e se revestiu de majestade, ele se cingiu com um cinto de poder. A terra, que com firmeza ele estabeleceu, não será abalada.

2. Desde toda a eternidade vosso trono é firme e vós, vós desde sempre existis.

3. Elevam os rios, Senhor, elevam os rios a sua voz, e fazem eclodir o fragor de suas ondas.

4. Porém, mais poderoso que a voz das grandes águas, mais poderoso que os vagalhões do mar, mais poderoso é o Senhor nas alturas do céu.

5. Vossas promessas são sempre dignas de fé, e a vossa casa, Senhor, é santa na duração dos séculos.

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Eu sou o caminho, a verdade e a vida

Não é difícil que no caminho de nossa vida, por várias razões, nos sintamos perdidos e sem saber que rumo tomar. Uma decepção, uma persa profunda, um casamento que se acabou ou até mesmo uma mudança de vida profissional nos tiram o norte e nos deixam desorientados. Aliás, essa palavra, desorientado, significa estar sem uma orientação, isto é, estar perdido. Ora, a primeira coisa que se faz quando se está perdido é procurar um ponto e segui-lo. Os escoteiros sabem seguir olhando a direção que nasce o musgo na floresta, já os marinheiros se guiam pelas estrelas, e nós devemos nos guiar por Jesus. Sim, foi Ele que disse: “Eu sou o caminho”. Pronto, você não está mais perdido, eis o caminho a ser seguido. Pois bem, depois de ter se decidido pelo caminho, percorra-o, deixando-o levar ao perdão, à humildade e à fé. Nesse caminho, encontre seus erros e supere-os. Nesse caminho, não olhe para trás, mas fixe seu olhar adiante para onde quer chegar. Nesse caminho, deixe-se alimentar de amor e dê aos outros o amor de que eles precisam. E o mais importante: ao percorrer esse caminho não se sinta só, pois Deus vai ao lado conduzindo-o para onde você deve chegar.

Padre Juarez de Castro

 

Jesus lhe respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Senhor Jesus, Tu és o verdadeiro caminho que nos conduz à felicidade. A verdade que dissipa as trevas do erro e a vida que dá sentido à minha vida. Peço-Te, humildemente, que me oriente neste momento de indecisão quando me sinto perdido. Quero fazer o melhor para a minha vida e para a vida daqueles que estão ao meu lado. Por isso, venho Te pedir que possas me iluminar e conceder sabedoria para tomar o caminho certo que me levará a conseguir a graça que Te suplico.

Confio em Ti Senhor.

Amém

 

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Somos atribulados por todos os lados – Padre Reginaldo Manzotti

No programa de rádio Experiência de Deus estamos fazendo a leitura orante da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios. E nesta semana no Apóstolo dos Gentios nos presenteou com uma lição de perseverança. No capítulo quatro, ele diz assim: “Somos atribulados por todos os lados, mas não desanimamos; somos postos em extrema dificuldade, mas não somos vencidos por nenhum obstáculo; somos perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados” (2Cor 4, 8s).

Quem de nós nunca passou por uma tribulação, por uma extrema dificuldade? São Paulo afirma que podemos sofrer, mas não devemos desanimar. Não somos vencidos e, principalmente, não somos abandonados, porque Deus está conosco e Ele é a nossa rocha firme! Quando estiver com o coração ferido, angustiado, lembre-se que podemos estar prostrados por terra, mas não derrotados.

Deus abençoe você e sua família.

Padre Reginaldo Manzotti

Passarinho é o que eu sou nas mãos do meu Senhor

Passarinho (Kelli Patricia)

É loucura muito minha, Senhor, esperar que o teu Amor 
Depois de todos os desmandos me aceite como sou. 
É loucura muito minha, Senhor, esperar com terno ardor, 
que em minhas limitações faças loucuras de amor.

Águia não sou, meu Senhor, 
Dela trago, tão somente, o olhar 
E também, no coração, a aspiração do seu voar, voar… 
Quero em meu posto ficar a fitar o Sol do Amor, do Amor: 
Passarinho é o que eu sou nas mãos do meu Senhor.

E quando da vida, Senhor, o Sol do Amor se ausentar, 
Não vou me preocupar, porque sei: 
por entre as nuvens Ele está a brilhar. 
E em mim nascerá, Senhor, do amor a perfeita alegria 
E em tuas asas, então, voarei na mais perfeita harmonia.

 

Senhor Jesus, meu Mestre e Senhor… Somente o Senhor sabe o quanto eu sou pequeno e o quanto eu preciso do Senhor!

Sabes que quando me afasto de Ti eu caio no primeiro obstáculo que o mundo coloca em meu caminho… Sabes Senhor que longe de Ti eu fico fraco, eu deixo de amar, de perdoar.

Sabes Senhor que longe de Ti eu deixo de ver a simplicidade da vida, deixo de ver a grandeza da minha família e a beleza dos meus amigos e irmãos.

Por tudo isso Senhor eu clamo a Ti… Clamo a Tua presença em toda a minha vida, a Tua Luz nos lados mais escuros do meu coração.

Fica comigo Jesus, eu preciso de Ti – Tenho sede de Ti Senhor!!!

Me entrego a Ti Senhor, entrego o meu futuro, os meus passos, a mina vida… Sou como um passarinho em suas mãos Senhor querendo voar com as suas asas em busca dos sonhos que o Senhor sonhou para mim!!!!

Fica Comigo Senhor, porque eu te amo!!!

Amém

 

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

 

 

Paróquia de São Pedro – Gramado/RS

Como já disse no post anterior estou em um projeto em Porto Alegre – RS e dois amigos meus tiveram o privilégio de poder passar um fim de semana em Gramado e conheceram a Igreja de São Pedro – Catedral de Gramado – e me cederam algumas fotos para que eu pudesse compartilhá-las com vocês.

Gramado tem Pedro Apóstolo como padroeiro da cidade e tem sua Paróquia católica dedicada e criada em seu nome; daí ser festejado em todos os anos, desde l917. Dom João Becker, arcebispo de Porto Alegre, decretou canonicamente a criação da Paróquia de São Pedro – Apóstolo de São Pedro -, desmembrada-a da Paróquia de Novo Hamburgo .

     Primeiro Pároco (vigário) foi o Padre Carmine Fasulo, nomeado com jurisdição em 07 de março de l9l7 e empossado solenemente no dia 25 de março de l9l7 (e permaneceu até a data de 20 de julho de l920, quando retornou à Itália, de onde era natural).

     A inauguração da nova Paróquia São Pedro, com seu nome inicial de Freguesia da Paróquia São Pedro de Gramado, foi em 25 de março de l9l7, a primeira festa festiva do Santo Padroeiro. No mesmo ano foram adquiridas imagens sacras: imagem do Sagrado Coração de Jesus, imagem de Nossa Senhora do Carmo, imagem de São José e imagem de Santo Antônio de Pádua.

     O altar do Sagrado Coração de Jesus foi uma doação e fabricado por Alberto Meneghel (apelidado de garrafão) e por seus filhos Domingos e João.

     A primeira casa canônica começou a ser construída no início de l9l7.

     A festa do ano seguinte, em honra a São Pedro, ocorreu nos dias 20 e 2l de janeiro de l9l8 (considerada a segunda festa das 92 que celebraremos neste mês). Foi escolhido como festeiro o Senhor João Leopoldo Lied da comunidade Evangélica Luterana. E nos diz o relatório do Livro Tombo da Paróquia que exerceu as funções de festeiro excelentemente.

     Os primeiros fabriqueiros da Paróquia São Pedro foram nomeados em l8 de julho de l920. Foram os seguintes paroquianos: Fernando Casagrande, Augusto Zatti (tesoureiro), José Peteffi e Francisco Manea.

(por Monsenhor Américo Cemin)

Fonte: http://www.saopedrogramado.com.br/

 

Segue abaixo as fotos cedidas pelos meus amigos e uma que consegui da internet:

 

01) Frente da Igreja durante o dia

 

02) Frente da Igreja durante  a noite (Foto tirada em 2009)

 

03) Homenagem aos doze apóstolos de Jesus

 

04) Imagem do Altar de longe

 

04) Imagem do Altar de perto

 

05) Panorama interno da Igreja

 

06) Presépio montado para o Natal de 2012

 

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O meu Ano da Fé: Tentações de Jesus – Guiado pelo Espírito do Senhor

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 538, inicia sua teologia sobre as tentações de Jesus com o parágrafo abaixo, na qual utilizei como início do meu estudo:

Os evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus fica ali quarenta dias sem comer, vivendo com os animais selvagens e os anjos o servem. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes, procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13)

O primeiro texto que me chamou a atenção foi “Levado pelo Espírito”, o que me mostra como Jesus depois de ter sido ungido pelo Espírito Santo no seu batismo, foi guiado pelo Espírito do Senhor e teve como primeira etapa de sua missão passar por esse período de jejum extremo e tentações.

A descida do Espírito Santo sobre Jesus, que encerra a cena do batismo, institui formalmente 0 seu ministério. A palavra Messias-Cristo significa “o ungido“.

Em Is 11,2 desenvolve-se consequentemente a esperança a respeito de um verdadeiro “Ungido“, cuja “Unção” consiste precisamente em sobre ele descer o Espírito do Senhor: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebanho brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor. Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouviu dizer; Mas julgará os fracos com equidade , fará justiça aos pobres da terra”.

Segundo o relato de São Lucas, Jesus apresentou-se a si mesmo e à sua missão na Sinagoga de Nazaré com uma citação análoga de Isaías: O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor me ungiu (Lc 4,18; Is 61,1).

A conclusão da cena do batismo nos diz que Jesus recebeu esta verdadeira “Unção“, que Ele é o Ungido esperado – que a Ele naquela hora foi conferida formalmente, para a história e perante Israel, a dignidade real e a dignidade sacerdotal.

A partir de então Ele está subordinado a esta missão. Os três evangelhos sinópticos contam-nos, para nossa surpresa, que a primeira ordem do Espírito é levá-Lo para o deserto “para aí ser tentado pelo demônio (Mt 4,1).

A missão consiste em descer aos perigos do homem, porque só assim pode o homem caído ser levantado: Jesus deve (isso pertence ao cerne da sua missão) penetrar no drama da existência humana, atravessá-lo até seu último fundo, para encontrar a “ovelha perdida”, colocá-la nos seus ombros e levá-la para casa.

Continuando com o CIC, 0s parágrafos 539 e 540 nos ensinam que:

539: “Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso, Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocaram outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: Ele “amarrou o homem forte” para retomar-lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai”.

540: “A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias – o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-lhe. É por isso que Cristo venceu o tentador por nós: “Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado. (Hb 4,15)”.

Ele deve agarra toda a história desde seu início (desde “Adão”), atravessá-la e sofrê-la completamente  para que assim a possa transformar. Especialmente a Epístola dos Hebreus enfatizou que pertence à missão de Jesus, à sua solidariedade conosco antecipadamente representada no batismo, não se negar às ameaças e aos riscos da condição humana: “Por isso deve assemelhar-se em tudo aos seus irmãos, a fim de ser um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus para expiar os pecados do povo. E porque Ele mesmo sofreu e foi tentado é que pode socorrer os que são tentados” (Hb 2,17s). “Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado.” (Hb 4,15).

Mas as “tentações” acompanham todo o caminho de Jesus, e assim a história das tentações aparece – de um modo semelhante ao batismo – como uma antecipação na qual se condensa a luta de todo o caminho.

Agora focando as “tentações” de Jesus no Evangelho de São Marcos, ele pôs em evidência os paralelos com Adão, o intenso sofrimento do drama humano enquanto tal: Jesus “vivia entre as feras e os anjos o serviam“. O deserto – oposto de Jardim – torna-se o lugar da reconciliação e da salvação. É assim restaurada aquela paz que Isaías anuncia para os tempos do Messias: “Então o lobo habita com o cordeiro, a pantera com o cabrito…” (Is 11,6). Onde o pecado é vencido, onde a harmonia do homem com Deus é restaurada, segue-se a reconciliação da natureza, a criação dilacerada transforma-se em lugar de paz.

Nos próximos posts estarei estudando cada uma das três tentações de Jesus individualmente, no entanto, podemos antecipar que o núcleo de toda a tentação é colocar Deus de lado, o qual, junto às questões urgentes de nossa vida, aparece como algo secundário, se não mesmo de supérfluo  e incômodo. Ordenar; construir um mundo de um modo autônomo, sem Deus; reconhecer como realidade apenas as realidades políticas e materiais e deixar de lado Deus, tendo-o como uma ilusão: aqui está a tentação que de muitas formas hoje nos ameaça.

De todas as formas hoje o mundo tenta nos impor um modo de viver e construir nossas vidas sem a presença de Deus, assim temos nós, em resposta à essas enorme tentação, pedir sempre a Graça de Deus e a Luz do Espírito Santo em nós, para que tudo o que fizermos seja guiado e iluminado segunda a vontade do Nosso Pai.

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio