Em Santidade

 

Em Santidade – Min. Adoração e Vida

Em santidade, em santidade, em santidade, sobre a terra eu devo andar
Em santidade, em santidade, em santidade, tua graça posso alcançar
E romper com as trevas

Como posso eu querer
Que a bênção venha sobre minha casa
Como posso esperar
Que meus sonhos e meus planos aconteçam

Como irei compreender
Se minha vida passa longe da verdade que eu ouvi
E os meus passos já não tocam, os caminhos que aprendi
Meu argumento, me empobrece e me faz pensar assim

Que estou tão certo, e é perfeito o meu jeito de servir
Digo que amo minha igreja e o chamado que atendi
Mas já não ouço os conselhos e a palavra que há em mim
Sonho que um dia a boa nova se espalhe até os confins

Mas sem Santidade
Sem fidelidade
Toda obra ruma ao fim

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Vem, Espírito Santo

 

Hoje o céu se abre pra derramar
Sobre os corações toda a graça do Pai
Eu também quero me derramar
De todo o meu coração nos braços do Pai

Vem, Espírito Santo, com teu poder
Tocar meu ser, fluir em mim

Hoje eu posso ser um novo homem
Pelo teu poder renascer

 

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

O meu Ano da Fé: Tentações de Jesus – Guiado pelo Espírito do Senhor

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 538, inicia sua teologia sobre as tentações de Jesus com o parágrafo abaixo, na qual utilizei como início do meu estudo:

Os evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus fica ali quarenta dias sem comer, vivendo com os animais selvagens e os anjos o servem. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes, procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13)

O primeiro texto que me chamou a atenção foi “Levado pelo Espírito”, o que me mostra como Jesus depois de ter sido ungido pelo Espírito Santo no seu batismo, foi guiado pelo Espírito do Senhor e teve como primeira etapa de sua missão passar por esse período de jejum extremo e tentações.

A descida do Espírito Santo sobre Jesus, que encerra a cena do batismo, institui formalmente 0 seu ministério. A palavra Messias-Cristo significa “o ungido“.

Em Is 11,2 desenvolve-se consequentemente a esperança a respeito de um verdadeiro “Ungido“, cuja “Unção” consiste precisamente em sobre ele descer o Espírito do Senhor: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebanho brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor. Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouviu dizer; Mas julgará os fracos com equidade , fará justiça aos pobres da terra”.

Segundo o relato de São Lucas, Jesus apresentou-se a si mesmo e à sua missão na Sinagoga de Nazaré com uma citação análoga de Isaías: O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor me ungiu (Lc 4,18; Is 61,1).

A conclusão da cena do batismo nos diz que Jesus recebeu esta verdadeira “Unção“, que Ele é o Ungido esperado – que a Ele naquela hora foi conferida formalmente, para a história e perante Israel, a dignidade real e a dignidade sacerdotal.

A partir de então Ele está subordinado a esta missão. Os três evangelhos sinópticos contam-nos, para nossa surpresa, que a primeira ordem do Espírito é levá-Lo para o deserto “para aí ser tentado pelo demônio (Mt 4,1).

A missão consiste em descer aos perigos do homem, porque só assim pode o homem caído ser levantado: Jesus deve (isso pertence ao cerne da sua missão) penetrar no drama da existência humana, atravessá-lo até seu último fundo, para encontrar a “ovelha perdida”, colocá-la nos seus ombros e levá-la para casa.

Continuando com o CIC, 0s parágrafos 539 e 540 nos ensinam que:

539: “Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso, Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocaram outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: Ele “amarrou o homem forte” para retomar-lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai”.

540: “A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias – o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-lhe. É por isso que Cristo venceu o tentador por nós: “Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado. (Hb 4,15)”.

Ele deve agarra toda a história desde seu início (desde “Adão”), atravessá-la e sofrê-la completamente  para que assim a possa transformar. Especialmente a Epístola dos Hebreus enfatizou que pertence à missão de Jesus, à sua solidariedade conosco antecipadamente representada no batismo, não se negar às ameaças e aos riscos da condição humana: “Por isso deve assemelhar-se em tudo aos seus irmãos, a fim de ser um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus para expiar os pecados do povo. E porque Ele mesmo sofreu e foi tentado é que pode socorrer os que são tentados” (Hb 2,17s). “Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado.” (Hb 4,15).

Mas as “tentações” acompanham todo o caminho de Jesus, e assim a história das tentações aparece – de um modo semelhante ao batismo – como uma antecipação na qual se condensa a luta de todo o caminho.

Agora focando as “tentações” de Jesus no Evangelho de São Marcos, ele pôs em evidência os paralelos com Adão, o intenso sofrimento do drama humano enquanto tal: Jesus “vivia entre as feras e os anjos o serviam“. O deserto – oposto de Jardim – torna-se o lugar da reconciliação e da salvação. É assim restaurada aquela paz que Isaías anuncia para os tempos do Messias: “Então o lobo habita com o cordeiro, a pantera com o cabrito…” (Is 11,6). Onde o pecado é vencido, onde a harmonia do homem com Deus é restaurada, segue-se a reconciliação da natureza, a criação dilacerada transforma-se em lugar de paz.

Nos próximos posts estarei estudando cada uma das três tentações de Jesus individualmente, no entanto, podemos antecipar que o núcleo de toda a tentação é colocar Deus de lado, o qual, junto às questões urgentes de nossa vida, aparece como algo secundário, se não mesmo de supérfluo  e incômodo. Ordenar; construir um mundo de um modo autônomo, sem Deus; reconhecer como realidade apenas as realidades políticas e materiais e deixar de lado Deus, tendo-o como uma ilusão: aqui está a tentação que de muitas formas hoje nos ameaça.

De todas as formas hoje o mundo tenta nos impor um modo de viver e construir nossas vidas sem a presença de Deus, assim temos nós, em resposta à essas enorme tentação, pedir sempre a Graça de Deus e a Luz do Espírito Santo em nós, para que tudo o que fizermos seja guiado e iluminado segunda a vontade do Nosso Pai.

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

Veni Creator

Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos Vossos;
enchei de graça celestial
os corações que criastes!

Sois o Divino Consolador,
o dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, o fogo, a caridade,
a unção dos espirituais.

Com os Vossos sete dons:
sois o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai
Inspirando nossas palavras.

Acendei a luz nos sentidos;
insuflai o amor nos corações,
amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.

Afastai para longe o inimigo;
Trazei-nos prontamente a paz
Assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal.

Por Vós explicar-se-á o Pai
E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós
Espírito do Pai e do Filho.

Glória ao Pai, Senhor,
Ao Filho que ressuscitou
Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos.

Amém.

Dons de orar e falar em línguas!

Filhos e filhas,

“Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo”. (1Cor 12,4). 

No capítulo doze da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, o Apóstolo cita alguns dons e afirma que todos devem manifestá-los para a utilidade de todos (cf 1Cor 12,7). Então, não devemos tentar impedir a ação do Espírito Santo em nós, muito pelo contrário, devemos deixá-lo agir.

E sob a ação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, podemos rezar e falar em línguas. Muitos me questionam sobre esses dons, por isso, aqui faço uma pequena explanação, mas antes ressalto que em nenhum momento, durante o dom de línguas, perde-se a consciência.

Orar em línguas – através desse dom “palavras incompreensíveis que não são minhas, palavras escolhidas e formuladas pelo Espírito Santo, dão a Jesus o louvor que Ele merece, e do qual eu mesmo sou incapaz” (cf 1Cor 14, 9). Nesse dom é o próprio Espírito Santo que reza em nós.

Falar em línguas – esse dom, uma mensagem de Deus é proclamada em uma linguagem desconhecida para uma assembleia determinada. Quando ele se manifesta, necessariamente, um membro do grupo recebe o dom da interpretação de línguas e traduz a mensagem a todos. Por isso, só é manifestado em grupos.

Que sejamos mais dóceis à ação do Espírito Santo.

Deus abençoe você e sua família.

Padre Reginaldo Manzotti