Oração a São José

São José, tu foste a árvore abençoada por Deus, não para dar frutos, mas para dar sombra; 

Sombra protetora de Maria, tua esposa;

Sombra de Jesus, que te chamou de pai e ao qual tu te entregaste totalmente;

Tua vida, feita de trabalho e de silêncio, me ensina a ser eficaz em todas as situações;

Me ensina, acima de tudo, a esperar na obscuridade firme na fé;

Sete dores e sete alegrias resumem tua experiência:

Foram as alegrias de Cristo e de Maria, expressão de tua dedicação sem limites;

Que teu exemplo me acompanhe em todos os momentos: 

Florescer onde a vontade do Pai me colocou, saber esperar, entregar-me sem reservas, até que a tristeza e a alegria dos outros sejam minha própria tristeza e minha própria alegria.

Amém

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O Segredo de Francisco: Oração de Encerramento

 

Como hoje, dia 31/10/2012 se encerra o mês de comemoração de São Francisco de Assis quero também encerrar a minha série sobre os escritos deste grande exemplo e seguidor que nós temos, este homem que foi o que melhor entendeu e atendeu ao chamado de Jesus quando nos disse que para segui-Lo basta nos desfazermos de tudo que temos e segui a missão junto com Ele.

Portanto hoje postei o último escrito dele e também aqui quero encerrar com a Oração de São Francisco, escrita e em vídeo, e também um vídeo da sua vida contada pela Canção Nova.

Espero que, depois de conhecermos um pouco mais do nosso querido São Francisco, possamos dar passos mais concretos e decisivos em direção ao coração misericordioso de Jesus e das bençãos de Maria!!!

Um abraço a todos e “Que o Senhor lhes dê a Paz”!!!

 

 

 

 

História de São Francisco:

O Segredo de Francisco: Do amor de Deus e de como adorar a Deus

Amemos, pois, a Deus e adoremo-Lo com o coração e espírito puros, porque Ele mesmo exigiu isto acima de tudo, dizendo: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, pois todo aquele que o adorar deve adorá-Lo em espírito e verdade” (Jo 4, 23-24). E queremos oferecer-Lhe os nossos louvores e preces de dia e de noite, dizendo: “Pai nosso que estais no céu“, pois “é preciso orar em todo o tempo e não desfalecer” (Lc 18,1).

 

Escrito de São Francisco de Assis

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais

O Segredo de Francisco: Paráfrase à Oração do Senhor (Pai Nosso)

1 Ó Santíssimo Pai Nosso: Criador, Redentor, Salvador e Consolador;

2 que estais no céu: nos anjos e nos santos. Vós os iluminais para o conhecimento, porque Vós, Senhor, sois a Luz. Vós os inflamais para o amor, porque Vós, Senhor, sois o amor. Vós habitais neles repletando-os para a vida beatífica, porque Vós, Senhor, sois o Sumo Bem, o Bem eterno, do qual procede todo bem e sem o qual nada pode ser bom;

3 santificado seja o Vosso Nome: reluza em nós o conhecimento de Vós, para podermos reconhecer a largura de vossos benefícios, o comprimento de vossas promessas, a altura da vossa majestade e a profundidade dos juízos (Ef 3,18);

4 venha a nós o Vosso Reino: para que reineis em nós por vossa graça e nos deixe entrar no vosso reino, onde veremos a vós mesmo sem véu, teremos o amor perfeito a Vós, a beatífica comunhão convosco, a fruição de Vossa Essência;

5 seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu: a fim de que Vos amemos de todo o coração, pensando sempre em vós; de toda a alma, aspirando sempre a Vós; de todo o nosso entendimento, ordenando todos os nossos desejos a Vós e buscando em tudo a honra vossa; de todas as nossas forças, empenhando todas as virtudes e sentidos do corpo e da alma da obediência a vosso amor e em nada mais. E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo, na medida de nossas forças, para o vosso amor todos os homens, alegrando-os pelo bem dos outros e pelo nosso próprio bem, compadecendo-nos deles em suas tribulações e jamais ofendendo a ninguém;

6 O pão nosso de cada dia nos dai hoje: vosso dileto Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, nos dai hoje, a fim de lembrar e reconhecer o amor que teve por nós bem como tudo o que por nós tem falado, operado e sofrido;

7 perdoai-nos as nossas ofensas: por vossa inefável misericórdia e o inaudito sofrimento de vosso dileto Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e pela poderosa intercessão da beatíssima Virgem Maria, bem como pelos méritos e súplicos de todos os vossos eleitos;

8 assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido: e o que nós não perdoamos totalmente, fazei Vós, ó Senhor, que o perdoemos plenamente, a fim de que possamos amar sinceramente os nossos inimigos e por eles intercedermos junto de Vós, não retribuamos a ninguém  o mal pelo mal (Rm 12,17) e nos esforcemos por ser úteis a todos em Vós;

9 e não nos deixeis cair em tentação: oculta ou manifesta, impetuosa ou inesperada;

10 mas livrai-nos do mal: passado, presente e futuro;

Amém.

 

Escrito de São Francisco de Assis

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais

Como fugir da impureza – Santo Afonso de Ligório

Retirado de “Tratado da Castidade”, de Santo Afonso de Ligório, o excerto abaixo é uma exortação às almas que querem fugir do pecado da impureza. São recomendadíssimas as palavras desse doutor da Igreja, especialmente para aqueles que estão afogados na lama do pecado da masturbação, da pornografia, da fornicação, do adultério. “Bem aventurados os puros”, diz Jesus.

 

Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando os meios que te vou indicar, e não sucumbirás:

a) O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: “Antes de me haver humilhado, eu pequei” (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos preserve desse vício.

 b) O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatamente os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender. Peça-se socorro, dizendo: Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.

 c) O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. “Uma tentação revelada já está meio vencida”, diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso.São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.

A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de ‘Vinho gerador de Virgens’ (Zac 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.

d) O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!

 e) O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecli 33, 21): “A ociosidade ensina muita coisa má”, isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernardo, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico (Ep. ad Rust., 2) que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. “Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles”, diz São Boaventura.

 f) O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.”

Santo Afonso de Ligório

 

Sejamos puros. Só assim poderemos alcançar a glória do Reino de Deus.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O Segredo de Francisco: Para todos os pregadores

Nenhum dos irmãos pregue contra a forma e a doutrina da santa igreja nem sem a permissão de seu ministro. O ministro, porém, tome cuidado de não a conceber indiscriminadamente. No entanto, todos os irmãos podem pregar pelas obras. E nenhum ministro ou pregador se arrogue o cargo de ministro dos irmãos ou o ofício da pregação como sua propriedade, mas à mesma hora que lhe for ordenado, deponha o seu cargo, sem nenhuma objeção. Suplico por isso na caridade “que é o próprio Deus” (1Jo 4,8), a todos os meus irmão que pregam, oram ou trabalham, sejam clérigos ou leigos, que tratem de se humilhar em tudo, nem se desvaneçam, nem sejam presunçosos, nem se envaideçam interiormente de belas palavras ou obras, enfim de nada do que Deus às vezes diz, faz e opera neles e por eles, conforme diz o Senhor: “Mas não vos alegreis de que os espíritos se vos submetam” (Lc 10,20).

E estejamos firmemente convencidos de que não temos coisa própria nossa senão os nossos vícios e pecados. Antes nos devemos regozijar “quando cairmos em diversas provações” (Tg 1,2) e sofremos neste mundo na alma e no corpo toda sorte de angústias e tribulações, por causa da vida eterna. Por isso vamos nós, irmãos todos, acautelar-nos de toda vanglória e soberba. Guardemo-nos das sabedoria deste mundo e da prudência da carne. Pois o espírito da carne tem grande interesse em fazer muito em palavras e pouco em obras, nem procura a piedade e santidade interior do espírito, mas antes avisa e deseja uma piedade e santidade que apareça por fora diante dos homens. E é de tais que diz o Senhor: “Em veredas vos digo, que esses já receberam sua recompensa” (Mt 6,2). Porém o espírito do Senhor exige que a nossa carne seja mortificada e desprezada, vil, abjeta e desprezível; e ele procura a humildade e a paciência e a pura, simples e verdadeira paz do espírito; e acima de tudo deseja sempre o temor de Deus, a sabedoria de Deus e o divino amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Atribuamos ao Senhor Deus altíssimo todos os bens, reconheçamos que todos os bens Lhe pertencem; demos-Lhe graças por tudo, pois d’Ele procedem todos os bens. E Ele, o altíssimo e soberano, o único e verdadeiro Deus, os possua com sua propriedade. E a Ele se deem, e receba toda honra e reverência, todo louvor e exaltação, toda ação de graças e toda glória, Ele a quem pertence todo o bem, e que “só Ele é bom” (Lc 18,19). De nossa parte, quando vemos e ouvimos alguém amaldiçoar, abençoemos; fazer o mal, façamos o bem; blasfemar, louvemos o Senhor, que é bendito por toda a eternidade.

Amém.

 

Escrito de São Francisco de Assis

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais

 

O Segredo de Francisco: Do servo humilde de Deus

“Bem-aventurado o servo” (Mt 24,46) que não se envaidece com o bem que o Senhor diz e opera por meio dele mais do que com o que o Senhor opera por meio de outrem. Peca o homem que exige do seu semelhante mais do que ele mesmo daria de si ao Senhor seu Deus.”

Escrito de São Francisco de Assis

 

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais.

O Segredo de Francisco: Elogio das Virtudes

Salve, rainha sabedoria, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a pura simplicidade!

Senhora santa pobreza, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a humildade!

Senhora santa caridade, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a obediência!

Santíssimas virtudes todas, guarde-vos o Senhor, de quem procedeis e vinde a nós!

Não existe no mundo inteiro homem algum em condições de possuir uma de vós, sem que ele morra primeiro. Quem possuir uma de vós e não ofender as demais, a todas possui; e quem a uma ofender, nenhuma possui e a todas ofende. E cada uma por si destrói os vícios e pecados.

A santa sabedoria confunde a Satanás e todas as suas astúcias.

A pura e santa simplicidade confunde toda a sabedoria deste mundo e a prudência da carne.

A santa pobreza confunde toda a cobiça e avareza e solicitudes deste século.

A santa humildade confunde o orgulho e todos os homens deste mundo e tudo quanto há no mundo.

A santa caridade confunde todas as tentações do demônio e da carne e todos os temores carnais.

A santa obediência confunde todos os desejos sensuais e carnais e mantém o corpo mortificado para obedecer ao espírito e obedecer a seu irmão, e torna o homem submisso a todos os homens deste mundo, e nem só aos homens, senão também a todas as feras e animais irracionais, para que dele possam dispor a seu talante, até o ponto que lho for permitido do alto pelo Senhor (cf. Jo 19,11).

Escrito de São Francisco de Assis

Trecho do livro “São Francisco de Assis – O Santo da Humildade” – Coleção Mensagens Espirituais.

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

Santa Mônica e Santo Agostinho

O testemunho desses dois grandes santos, mãe e filho, é de grande conforto e ajuda para muitas famílias, especialmente nos dias de hoje.

Mãe e esposa, Santa Mônica ajudou seu marido, Patrício, a descobrir a fé em Jesus Cristo. Tendo ficado viúva muito cedo, ela se dedicou a cuidar de seus três filhos, entre os quais Santo Agostinho, que a fez sofrer muito, pelo seu comportamento – ele chegou a ter um filho com uma prostituta.

Mas o próprio Agostinho relatou em seus escritos que sua mãe o gerou duas vezes: “a segunda foi um parto espiritual, feito de orações e lágrimas, mas coroado de alegria de vê-lo não apenas abraçar a fé e receber o Batismo, mas também de se dedicar inteiramente a serviço de Deus”. Durante os meus programas de rádio e TV, sempre que ouço uma mãe pedindo oração pelo filho, lembro de Santa Mônica, pois ela persistiu na oração e alcançou a vitória em Deus.

Santo Agostinho é um exemplo para todos nós, pois toda a sua existência foi uma apaixonada busca da verdade. No final, depois de um longo tormento interior, descobriu Cristo, o sentido último e pleno da própria vida e de toda a história humana e chegou a escrever: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu te amei! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!” (Confissões).

Que Santa Mônica olhe por todas as mães aflitas que clamam por seus filhos e que Santo Agostinho interceda por tantos jovens sedentos de felicidade e que muitas vezes a buscam em caminhos errados. Amém.

Deus abençoe você e sua família.

Padre Reginaldo Manzotti