Salmo 1 – Deus se alia aos justos

 Feliz o homem

Que não vai aos conselhos dos injustos,

Não para no caminho dos pecadores,

Nem se assenta na roda dos zombadores.

Pelo contrário:

Seu prazer está na lei de Javé,

E medita sua lei, dia e noite.

Ele é como árvore

Plantada junto d’água corrente:

Dá fruto no tempo devido,

E suas folhas nunca murcham.

Tudo o que ele faz é bem sucedido.

Não são assim os injustos! Não são assim!

Pelo contrário:

São como palha que o vento arrebenta…

Por isso os injustos não ficarão de pé no Julgamento,

Nem os pecadores na assembleia dos justos.

Porque Javé conhece o caminho dos justos,

Enquanto o caminho dos injustos perece.

 

 

Depois da queda, o homem não foi abandonado por Deus.

Ao contrário, Deus o chama e lhe anuncia de modo misterioso a vitória sobre o mal e o soerguimento da queda

CIC 410

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

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O meu Ano da Fé: Vencendo meus desertos

Como é bom conhecer Jesus… Quanto mais o conhecemos mais nos entregamos a Ele e também mais nos conhecemos! É como se quanto mais vamos adentrando nos ensinamentos de Jesus mais vamos conhecendo o mais fundo do nosso coração…

Quantas vezes eu já não pensei em desistir diante ao inúmeros problemas e dificuldades que aparecem na minha vida e da minha família. Costumava brincar com minha esposa que a cada “leão” que deixávamos para trás, outros três novos surgiam!!!!

Mas estudando os versículos 12 e 13 do capítulo 1 do Evangelho de Marcos vejo como Jesus me ensina a não desanimar diante as dificuldades e tentações do mundo… Ele mesmo, depois de ser batizado e, guiado pelo Espírito Santo, assumiu a sua condição de homem e passou 40 dias no deserto e ainda no final sendo tentado por satanás.

O parágrafo 540 do Catecismo da Igreja nos diz: A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias – o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-Lhe. É por isso que Cristo venceu o tentador por nós: “Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15).

E é aí meus irmãos, que me deixa mais apaixonado por Jesus, é que Ele venceu esse desafio somente com sua condição humana… ” Jesus assume sua missão de nos salvar, e como homem, me mostra que, também guiado pelo Espírito Santo, também posso vencer meus “desertos”, minhas tentações, minhas lutas e batalhas!!!

Como podemos desistir diante das nossas dificuldades se nosso Salvador não desistiu da sua missão para me salvar? E o que são as minhas dificuldades diante do deserto que Jesus enfrentou???

Quantos de nós hoje não estão passando pelo “deserto” e nele sendo tentados diariamente… Desertos da depressão, das drogas, da bebida, da preguiça, do comodismo, de uma doença, do desemprego, de problemas no casamento, da solidão, e tantos outros desertos que vivemos… Mas uma coisa tenho certeza, nós podemos vencer cada um deles, pois Jesus viveu e venceu um deserto muito maior, Ele conhece nossas fraquezas e veem em nossa direção… Jesus caminha ao nosso lado em cada passo que damos para sair desse deserto.

Meus irmãos, temos que acreditar que, se estivermos junto de Jesus, seguindo seus passos e nos entregando totalmente a Ele, somos capazes de passarmos por tantos desertos que o mundo colocar diate de nós… Não podemos desistir e nem desanimar, pois tudo passa menos o amor de Deus por nós.

A cada deserto que vencemos vamos crescendo no amor de Deus e vamos nos tornando cada vez mais santos e firmes na Fé em Jesus Cristo!!!

Quando se é cristão não se para de lutar!!!!

Acredite, com Deus você é capaz!!!! Jesus viveu o que você vive e está do seu lado nesse exato momento!!!! Ele te ama!!!

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

 

O meu Ano da Fé: Deus Pai nos apresenta seu Filho Jesus

É impossível não se emocionar com o batismo de Jesus, onde o próprio Pai nos apresenta seu Amado Filho.

João Batista, o profeta que anunciou e nos apresentou Jesus, tinha com missão preparar o caminho do Senhor, já profetizado no antigo testamento, conforme  São Marcos citou no seu evangelho: “Uma voz clama no deserto: preparai o caminho para o Senhor! Endireitai para Ele os caminhos” (Is 40,3).

Segundo o CIC 535, João proclamava “um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados” (Lc 3,3). Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vem fazer-se batizar por ele…”.

A figura e a mensagem de João Batista provocaram uma verdadeira reviravolta na atmosfera de Jerusalém naquela época, pois “finalmente estava de novo ali um profeta, cuja própria vida o identificava como tal. Finalmente se anuncia de novo a ação de Deus na história. João batizava com água, mas o “maior”, aquele que batizará com o Espírito Santo e com o fogo, já se encontra à porta“. (Trecho do livro Jesus de Nazaré – Papa Bento XVI)

Essa “popularidade” que João havia conquistado vem de encontro quando São Marcos nos afirma que muita gente vinha para ser batizado por João: “Toda a região da Judéia e todos os moradores de Jerusalém iam ao encontro de João. Confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão“. (Mc 1,5)

A partir daí vemos como uma grande quantidade de pecadores vinham em procura de João Batista para confessarem os seus pecados. Até que então, Marcos narra o acontecimento que dá início a toda a nossa salvação:

Naqueles dias Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no Jordão” (Mc 1,9)

Até então tudo parecia se limitar na região da Judéia, mas então veio Jesus de longe, da Galiléia. Ele veio de outra região geográfica para ser batizado. E é aí que vem o ponto novo, o fato de  que Jesus queria ser batizado, pois veio de longe em busca desse objetivo.

Mas se o batismo de João era para os pecadores, como Jesus poderia querer ser batizado? Tinha ele pecados para querer confessá-los?

Creio que seja uma questão que até mesmo João indagou na época, tanto que ao ver Jesus ele o indagou:

Eu é que devia ser batizado por Ti e Tu vens ter comigo?” (Mt 3,14)

Mas é aí que Jesus nos responde à dúvida de João e nossa também:

Jesus porém respondeu-lhe: Deixa lá por agora, pois convém que se cumpra toda a justiça. João então permitiu-O“. (Mt 3,15)

O Papa Bento XVI, no seu livro ‘Jesus de Nazaré’ nos explica esta resposta de Jesus:

… Decisivo para a interpretação da resposta de Jesus é o sentido da palavra “justiça”: toda a “justiça” deve ser cumprida. Justiça é neste mundo, no qual Jesus está, a resposta do homem À Tora, aceitar toda a vontade de Deus, levar o “jugo do Reino de Deus”, tal como fora formulado. O batismo de João Batista não foi previsto pela Tora, mas Jesus reconhece-o com esta palavra – “justiça” – como expressão para o ilimitado sim à vontade de Deus, como acolhimento obediente do seu jugo.

O que é que Jesus fez então? São Lucas, que em todo seu evangelho dirige um olhar atento à oração de Jesus, que o representa sempre como o orante – em conversa com o Pai -, diz-no que Jesus recebeu o batismo enquanto orava (Lc 3,21). A partir da cruz e da ressurreição tornou-se claro para a cristandade o que estava acontecendo: Jesus tomou sobre os seus ombros o peso da culpa de toda a humanidade; Levou-o pelo Jordão abaixo. Ele inaugura seu ministério inserindo-se no lugar dos pecadores.”  (Trecho do livro Jesus de Nazaré – Papa Bento XVI)

Como não nos deixarmos contagiar com Jesus. Já no seu batismo tomou para si os nossos pecados e disse o seu “SIM” para os planos de Deus. Já no seu batismo Jesus tomou para si a missão de nos redimir de nossos pecados, a missão de carregar e morrer por nós na cruz. O que nós podemos fazer senão agradecer a Jesus por cada gota de sangue que ele derramou por nós?

Continuando então com o evangelho de Marcos, narrando o batismo de Jesus, foi aí então que Deus Pai nos apresenta se próprio Filho:

Logo que Jesus saiu da água, viu o céu se rasgando, e o Espírito, como pomba, desceu sobre ele. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho amado; em ti encontro o meu agrado.” (Mc 1, 10-11)

Nesta linda cena, nosso próprio Pai nos apresenta Jesus como o seu Filho muito amado, por quem tem muito agrado, e que O enviou para nos salvar, para nos da uma nova chance, uma nova história onde o céu se abre e nos permite novamente estar em contato com a graça de Deus. E o Espírito Santo paráclito, que está com Jesus desde a sua concepção no ventre de Maria, desce sobre Ele.

O céu se rasga…” Como é forte essa expressão, se rasgas, como algo que antes estava fechado que como que forçado se rasga e deixa o que antes estava separado se junte novamente – Toda a nossa miséria e a infinita misericórdia de Deus!!!

E é assim que, depois de Marcos e João Batista nos apresentarem Jesus, o nosso próprio Deus Pai nos mostra quem é Jesus, seu Filho amado, que foi enviado com a missão ser Servo para sofrer por nós as dores da cruz.

Como diz o Catecismo da Igreja Católica:

O Batismo de Jesus é, da parte dele, a aceitação e a inauguração de sua missão de Servo sofredor. Deixa-se contar entre os pecadores; é, já, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), antecipa já o “Batismo” de sua morte sangrenta. Vem, já, “cumprir toda a justiça” (Mt 3,15), ou seja, submete-se por inteiro à vontade de seu Pai: aceita por amor este batismo de morte para a remissão de nossos pecados. A esta aceitação responde a voz do Pai, que coloca toda a sua complacência em seu Filho. O Espírito que Jesus possui em plenitude desde a sua concepção vem “repousar” sobre Ele. Jesus será a fonte do Espírito para toda a humanidade. No Batismo de Jesus, “abriram-se os Céus” (Mt 3,16) que o pecado de Adão havia fechado; e as águas são santificadas pela descida de Jesus e do Espírito, prelúdio da nova criação.” (CIC 536)

Portanto, sepultemo-nos com Cristo pelo nosso Batismo, para ressuscitar com Ele; desçamos com Ele, para sermos elevados com Ele; subamos novamente com Ele, para sermos glorificados Nele.

Tudo o que aconteceu com Cristo Jesus dá-nos a conhecer que, depois da imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus, e filhos muito amados.

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O meu Ano da Fé: João Batista nos diz quem é Jesus

Continuando o meu aprofundamento em conhecer Jesus com o Evangelho de Marcos percebi como é lindo o modo como João Batista nos diz quem é Jesus.

João Batista, o ultimo dos profetas veio tinha como sua missão preparar o caminho de Jesus, anunciá-lo, preparar o povo para o início da grande obra de Jesus, a nossa salvação, não somente anunciou Jesus mas também nos apresentou Jesus, vendo também a promessa se cumprindo, pois ele mesmo encontra e batiza Jesus. João é a passagem do antigo testamento para o novo testamento, pois anuncia e apresenta Jesus ao povo.

E como é fascinante perceber o amor que João Batista tinha à sua missão, em como ele o realizou com tanta dedicação e entrega, pois a sua própria vida era um anúncio do Senhor, pois adotou a vida humilde, abraçando a pobreza, vivendo no deserto se alimentando de mel e gafanhotos – “João se vestia com uma pele de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre.” (Mc 1,6) – , nos mostrando que aquele que anuncia o nosso Senhor tem que viver uma vida com coerência ao que anuncia, uma vida condizente com o que nosso Senhor Jesus Cristo veio nos ensinar.

E então, seguindo com o evangelho vemos ele nos diz quem é Jesus:

E pregava: Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias. Eu batizei vocês com água, mas Ele batizará vocês com o Espírito Santo.

Alguém mais forte que João Batista e que nos batizará com o Espírito Santo!!!! Que linda promessa meus irmãos!!! Quando somos batizados pelo Espírito de Deus somos transformados, libertados do pecado, dos vícios.

Jesus é o nosso Salvador, o nosso Messias tão esperado, que veio para provocar uma grande transformação, provocar a nossa libertação e nos unir novamente à graça de Deus.

Todo o anúncio de João Batista é uma linda promessa de Deus para nós, afim de mantermos a nossa esperança focada na salvação nos dada através do grande amor de Jesus por nós.

Portanto, cabe a nós estarmos preparados, purificando-nos e mudando o nosso modo de ver a vida e de vivê-la, sempre com os olhos nos passos de Jesus.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

O meu Ano da Fé: Marcos nos diz quem é Jesus

Logo no primeiro versículo do seu evangelho, Marcos já nos diz quem é Jesus:

O começo da Boa-Nova de Jesus, o Messias, o Filho de Deus”.

Somente esse versículo de Marcos nos faz parar e meditar profundamente dobre Jesus.

Não tem como ser mais direto, para que não haja em nós nenhuma dúvida de que Jesus é no nosso Salvador, o Filho de Deus que sem fez no meio de nós para nos livrar de nossos pecados.

Através do pecado de Adão e Eva nós perdemos o nossa vida plena, fomo privados da graça de Deus. Mas com Jesus vem também a sua Boa Nova. Jesus é o nosso recomeço, com Jesus temos uma nova chance de habitar na graça de Deus, com Jesus temos uma nova história.

No livro do Deuteronômio Deus nos faz a promessa de que ainda há de vir um novo profeta, diferenciado, na qual deveremos seguir:

O Senhor teu Deus, suscitará em teu favor um profeta saído das tuas fileiras (…) é a ele que escutarás” (Dt 18,15).

Nunca mais apareceu em Israel um profeta semelhante a Moisés com quem o Senhor falava face a face…” (Dt 34,10).

Aqui torna se claro que a promessa de “um profeta como eu…” até o momento ainda não se cumprira e que Israel continuava a esperar a sua autêntica libertação; Que é necessário um êxodo de uma espécie radical e que para isso se precisava de um novo Moisés.

Mas por que um novo Moisés? O que o distinguira dos demais profetas? Neste trecho também temos essa resposta, o que fora único e essencial da figura de Moisés: ele havia se relacionado com Deus “face a face”; como amigo fala com o amigo, era assim que ele tinha falado com Deus (Ex 33,11). É evidente aqui que o decisivo em Moisés não são as suas ações maravilhosas, como a passagem pelo Mar Vermelho, e sim o fato de que ele tenha falado com Deus como um amigo. Era somente daqui que podiam vir as suas obras, era somente daqui que podia vir a sua lei, que devia ensinar a Israel o caminho no curso da história.

Mas em um pedido que Moisés faz a Deus podemos ver que esse diferencial tem um limite:

Moisés pede a Deus: “Mostra-me a Tua Glória” (Ex 33,18).

Então Deus não atende ao seu pedido e responde: “Tu não podes contemplar o Meu Rosto” (Ex 33,20).

Deus então cobre-o durante a Sua passagem com a sua própria mão, que finalmente retira: “Assim tu podes ver-me de costas, pois o meu rosto não o podes ver” (Ex 33,23).

Assim é importante reter que a imediatez de Moisés com Deus te os sues limites. Deste modo, a promessa de um “profeta como eu” traz consigo, de maneira implícita, uma expectativa ainda maior: que ao último profeta, ao novo Moisés, será oferecido o que foi recusado ao primeiro Moisés – ver real e imediatamente o rosto de Deus e assim poder falar inteiramente a partir da visão, e não simplesmente a partir de um “olhar de Deus por trás”.

Fica muito claro que, se pegarmos então a conclusão do prólogo de São João: “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito que repousa no seio do Pai é que no-lo deu a conhecer” (Jo 1,18), em Jesus cumpriu-se a promessa do novo Moisés. N’Ele se realiza agora plenamente o que em Moisés se encontrava apenas de um modo fraturado: Ele vive diante do rosto de Deus, não apenas como amigo, mas como Filho; Ele vive na mais íntima unidade com o Pai.

E aí está a resposta que todo leitor do Novo Testamento de levantar – aonde é que Jesus foi buscar a sua doutrina, onde é que se pode esclarecer a sua aparição. Esta questão só a partir daqui é que pode ser respondida: esta doutrina não tem a sua origem em nenhuma escola. Ela é totalmente diferente do que se pode aprender nas escolas, pelo contrário, ela não vem de aprendizagem humana, seja ela de que espécie for. Ela é diferente; é explicação com “autoridade”. Ela vem do contato imediato com o Pai, do diálogo “face a face”, da visão daquele que repousa no seio do Pai. Ela é palavra do Filho.

Quem vê Jesus vê o Pai” (Jo 14,9).

Portanto, meus irmãos, é muito claro que Jesus é o nosso Senhor, o Filho de Deus que veio ao mundo para nos mostrar a Deus, para resgatar a nossa aliança com Deus a muito perdida. Através do Filho, somos também filhos muito amados de Deus em que ele coloca todo seu agrado.

Depois desse primeiro passo em conhecer Jesus, não me resta outra atitude senão de louvar ao meu Deus Querido, pode ter nos dados seu próprio Filho para que pudéssemos ter uma nova história com Ele.

Agradecer a Jesus, me Senhor, pois vem a cada dia me apresentar ao meu Pai, com minhas dores, minhas misérias, pedindo para mim a Sua infinita Misericórdia.

Se estou aqui hoje, podendo contemplar o Amor de Deus por mim, podendo falar com Jesus e com meu Pai, é graças a Jesus que veio ao mundo para me dar uma nova vida em Deus.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O meu Ano da Fé: Porque iniciar com o Evangelho de Marcos

Neste primeiro post da minha séria “O meu Ano da Fé” gostaria de contextualizar o porque que escolhi iniciar meu aprofundamento da Sagrada Escritura com o Evangelho de Marcos.

Escrito provavelmente em Roma pelo ano 67 ou 68, teve por destinatários os cristãos convertidos do ambiente pagão, com uma vivacidade única, um sendo de concreto e um dinamismo peculiar, além de um linguajar bem simples e popular, deixa-nos encantados com esta obra. O leitor é arrastado pelo autor que o coloca sem cessar diante da figura impressionante de Jesus.

Marcos escreveu o seu Evangelho com a finalidade precisa de responder à pergunta “Quem é Jesus?“.  No entanto Marcos é o evangelho dos fatos, ao contrário de Mateus que é considerado o Evangelho dos discursos, Marcos não responde com doutrinas teóricas ou discursos de Jesus. Ele apenas relata a prática ou atividade de Jesus, deixando que o leitor chegue por si mesmo à conclusão de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus (1,1; 8,29; 14,61; 15,39). Portanto na leitura do Livor de Marcos, o importante é perceber o significado do que Jesus faz, isto é, estar atento ao quadro completo da sua atividade.

Essa finalidade de Marcos se acha bem sintetizada no primeiro versículo (1,1): “Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Trata-se de um Evangelho, que é, antes de tudo, o anúncio a respeito de Jesus enquanto Messias  e Filho de Deus, resposta à pergunta que ele mesmo consignou: “quem é este homem…?” (4,41). Os milagres de Jesus, especialmente suas expulsões de demônios, como também a sua Morte e Ressurreição, convergirão para isso.

Através da sua prática, Jesus realiza o seu projeto messiânico segundo a vontade do Pai, entrando em conflito com uma concepção de Messias ligada aos esquemas de dominação.  Nessa época tinha se a ideia de que o Messias viria como rei triunfante, que libertaria a nação judaica do poderio romano, e faria Israel retomar o seu antigo esplendor dos tempos de Davi e Salomão. Mas esse Messias não mudaria em nada, até mesmo aperfeiçoaria, o esquema interno classista e opressor, sustentado por uma ideologia religiosa. Esse conflito se traduz concretamente no confronto na atividade de Jesus com a sociedade judaica do seu tempo.

Toda a atividade de Jesus é o anúncio e a concretização da vinda do Reino de Deus (Mc 1,15). E isso se manifesta pela transformação radical das relações humanas: o poder é substituído pelo serviço (campo político), o comércio pela partilha (campo econômico), a alienação pela capacidade de ver e ouvir a realidade (campo ideológico). Trata-se de proposta alternativa de sociedade, que leva ao nivelamento fraterno das pessoas. Isso provoca a oposição acirrada das autoridades e dos privilegiados, que fazem de Jerusalém e do Templo a sede de seu poder e riqueza. O resultado do conflito é a Paixão e Morte de Jesus. Mas Jesus não permanece morto. Ele ressuscita, e sua Ressurreição é a sentença condenatória do sistema que o matou.

O livro de Marcos é apenas o começo da Boa Notícia (1,1). O autor deixa claro, portanto, que sua obra não é completa e que, para chegar ao fim, supõe que o leitor tome uma posição: continuar o livro através da sua própria vida, tornando-se discípulo de Jesus. Como discípulo, o leitor deve agora chegar a uma decisão, isto é, reconhecer Jesus como o Messias que leba à plenitude de vida (8,29; 15,39) e aceitar o seu convite, indo ao encontro do Ressuscitado da Galiléia (16,7). Não se trata apenas de voltar a ler o Evangelho desde 1,14, e sim de continuar  no tempo presente a atividade concreta de Jesus, através de prática que faça renascer continuamente a esperança da vinda do Reino.

Este último parágrafo em negrito exprime toda a razão em eu ter escolhido começar pelo Evangelho de Marcos.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O seu, o meu, o nosso Ano da Fé!!!

Creio que todos sabem quem é Jesus, mesmo os que se dizem ateus ou de outras religiões, mesmo que com outras ideologias.

Mas nesta semana em que o Papa Bento XVI inaugurou o Ano da Fé, eu venho me perguntando se, como um católico, eu realmente conheço Jesus Cristo.

Se alguém chegasse para eu ou você agora e nos perguntasse se realmente conhecemos Jesus Cristo, se conhecemos sua missão, seus ensinamentos, seu chamado, suas palavras, seu modo de agir, de falar, será que saberíamos responder? Ou melhor, será que com as nossas respostas conseguiríamos evangelizar?

Creio que são respostas que todos nós cristãos, que cremos na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, precisamos saber responder para sermos verdadeiros discípulos de Cristo.

Mas estas respostas não são encontradas de uma hora para outra, elas veem com o tempo, durante a caminhada, um passo após o outro.

Quanto mais nos adentramos na vida de Jesus, mais O conhecemos. E quanto mais O conhecemos, mais O amamos. E quanto mais O amamos, mais queremos conhecê-Lo e segui-Lo. E quanto mais o seguimos mais passamos a evangelizar.

E assim, vamos amadurecendo em nossa fé, crescendo em nossa cristandade e em nossa santidade.

Motivado pelo Ano da Fé eu entendi que preciso ir em busca do meu amadurecimento da minha fé, assim vou a partir de agora iniciar uma aprofundamento pessoal dos mistérios que Jesus tem para mim.

Para esse meu aprofundamento escolhi como leitura a coleção “Jesus de Nazaré” escrita pelo Papa Bento XVI, por me admirar com a forma com que nosso querido Papa nos apresenta Jesus de Nazaré. Com o Catecismo da Igreja Católica para ser sempre guiado pela Luz do Espírito Santo que guia a nossa Santa Igreja e o mais importante, pela Sagrada Escritura, principalmente pelos Evangelhos, iniciando pelo Evangelho de Marcos.

Também decide, registrar alguns passos deste meu aprofundamento neste blog, portanto vou iniciar a séria “O meu Ano da Fé”, onde irei registrar compartilhar com meus amigos os passos mais importantes que estarei conquistando.

Portanto ficaria muito grato com a participação de vocês nos meus “post’s”, pois certamente precisarei da ajuda de vocês nesta caminhada.

E você? O que acha de fazer tomar posse desta decisão e também se dispor a ir de encontro ao amor de Jesus?

Jesus, da mesma forma que chamou Levi, o cobrador de impostos, está dizendo para você agora… “Filho, Segue-me.” Ele não está interessado na sua vida até aqui e nem nos seus pecados, Ele simplesmente lhe chama para segui-Lo.

O que você vai responder? Só depende de você!!!!

Que o Espírito Santo lhe ilumine neste ano, o Ano da Fé!!!

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio