O meu Ano da Fé: Vencendo meus desertos

Como é bom conhecer Jesus… Quanto mais o conhecemos mais nos entregamos a Ele e também mais nos conhecemos! É como se quanto mais vamos adentrando nos ensinamentos de Jesus mais vamos conhecendo o mais fundo do nosso coração…

Quantas vezes eu já não pensei em desistir diante ao inúmeros problemas e dificuldades que aparecem na minha vida e da minha família. Costumava brincar com minha esposa que a cada “leão” que deixávamos para trás, outros três novos surgiam!!!!

Mas estudando os versículos 12 e 13 do capítulo 1 do Evangelho de Marcos vejo como Jesus me ensina a não desanimar diante as dificuldades e tentações do mundo… Ele mesmo, depois de ser batizado e, guiado pelo Espírito Santo, assumiu a sua condição de homem e passou 40 dias no deserto e ainda no final sendo tentado por satanás.

O parágrafo 540 do Catecismo da Igreja nos diz: A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias – o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-Lhe. É por isso que Cristo venceu o tentador por nós: “Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15).

E é aí meus irmãos, que me deixa mais apaixonado por Jesus, é que Ele venceu esse desafio somente com sua condição humana… ” Jesus assume sua missão de nos salvar, e como homem, me mostra que, também guiado pelo Espírito Santo, também posso vencer meus “desertos”, minhas tentações, minhas lutas e batalhas!!!

Como podemos desistir diante das nossas dificuldades se nosso Salvador não desistiu da sua missão para me salvar? E o que são as minhas dificuldades diante do deserto que Jesus enfrentou???

Quantos de nós hoje não estão passando pelo “deserto” e nele sendo tentados diariamente… Desertos da depressão, das drogas, da bebida, da preguiça, do comodismo, de uma doença, do desemprego, de problemas no casamento, da solidão, e tantos outros desertos que vivemos… Mas uma coisa tenho certeza, nós podemos vencer cada um deles, pois Jesus viveu e venceu um deserto muito maior, Ele conhece nossas fraquezas e veem em nossa direção… Jesus caminha ao nosso lado em cada passo que damos para sair desse deserto.

Meus irmãos, temos que acreditar que, se estivermos junto de Jesus, seguindo seus passos e nos entregando totalmente a Ele, somos capazes de passarmos por tantos desertos que o mundo colocar diate de nós… Não podemos desistir e nem desanimar, pois tudo passa menos o amor de Deus por nós.

A cada deserto que vencemos vamos crescendo no amor de Deus e vamos nos tornando cada vez mais santos e firmes na Fé em Jesus Cristo!!!

Quando se é cristão não se para de lutar!!!!

Acredite, com Deus você é capaz!!!! Jesus viveu o que você vive e está do seu lado nesse exato momento!!!! Ele te ama!!!

 

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

 

 

O meu Ano da Fé: Marcos nos diz quem é Jesus

Logo no primeiro versículo do seu evangelho, Marcos já nos diz quem é Jesus:

O começo da Boa-Nova de Jesus, o Messias, o Filho de Deus”.

Somente esse versículo de Marcos nos faz parar e meditar profundamente dobre Jesus.

Não tem como ser mais direto, para que não haja em nós nenhuma dúvida de que Jesus é no nosso Salvador, o Filho de Deus que sem fez no meio de nós para nos livrar de nossos pecados.

Através do pecado de Adão e Eva nós perdemos o nossa vida plena, fomo privados da graça de Deus. Mas com Jesus vem também a sua Boa Nova. Jesus é o nosso recomeço, com Jesus temos uma nova chance de habitar na graça de Deus, com Jesus temos uma nova história.

No livro do Deuteronômio Deus nos faz a promessa de que ainda há de vir um novo profeta, diferenciado, na qual deveremos seguir:

O Senhor teu Deus, suscitará em teu favor um profeta saído das tuas fileiras (…) é a ele que escutarás” (Dt 18,15).

Nunca mais apareceu em Israel um profeta semelhante a Moisés com quem o Senhor falava face a face…” (Dt 34,10).

Aqui torna se claro que a promessa de “um profeta como eu…” até o momento ainda não se cumprira e que Israel continuava a esperar a sua autêntica libertação; Que é necessário um êxodo de uma espécie radical e que para isso se precisava de um novo Moisés.

Mas por que um novo Moisés? O que o distinguira dos demais profetas? Neste trecho também temos essa resposta, o que fora único e essencial da figura de Moisés: ele havia se relacionado com Deus “face a face”; como amigo fala com o amigo, era assim que ele tinha falado com Deus (Ex 33,11). É evidente aqui que o decisivo em Moisés não são as suas ações maravilhosas, como a passagem pelo Mar Vermelho, e sim o fato de que ele tenha falado com Deus como um amigo. Era somente daqui que podiam vir as suas obras, era somente daqui que podia vir a sua lei, que devia ensinar a Israel o caminho no curso da história.

Mas em um pedido que Moisés faz a Deus podemos ver que esse diferencial tem um limite:

Moisés pede a Deus: “Mostra-me a Tua Glória” (Ex 33,18).

Então Deus não atende ao seu pedido e responde: “Tu não podes contemplar o Meu Rosto” (Ex 33,20).

Deus então cobre-o durante a Sua passagem com a sua própria mão, que finalmente retira: “Assim tu podes ver-me de costas, pois o meu rosto não o podes ver” (Ex 33,23).

Assim é importante reter que a imediatez de Moisés com Deus te os sues limites. Deste modo, a promessa de um “profeta como eu” traz consigo, de maneira implícita, uma expectativa ainda maior: que ao último profeta, ao novo Moisés, será oferecido o que foi recusado ao primeiro Moisés – ver real e imediatamente o rosto de Deus e assim poder falar inteiramente a partir da visão, e não simplesmente a partir de um “olhar de Deus por trás”.

Fica muito claro que, se pegarmos então a conclusão do prólogo de São João: “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito que repousa no seio do Pai é que no-lo deu a conhecer” (Jo 1,18), em Jesus cumpriu-se a promessa do novo Moisés. N’Ele se realiza agora plenamente o que em Moisés se encontrava apenas de um modo fraturado: Ele vive diante do rosto de Deus, não apenas como amigo, mas como Filho; Ele vive na mais íntima unidade com o Pai.

E aí está a resposta que todo leitor do Novo Testamento de levantar – aonde é que Jesus foi buscar a sua doutrina, onde é que se pode esclarecer a sua aparição. Esta questão só a partir daqui é que pode ser respondida: esta doutrina não tem a sua origem em nenhuma escola. Ela é totalmente diferente do que se pode aprender nas escolas, pelo contrário, ela não vem de aprendizagem humana, seja ela de que espécie for. Ela é diferente; é explicação com “autoridade”. Ela vem do contato imediato com o Pai, do diálogo “face a face”, da visão daquele que repousa no seio do Pai. Ela é palavra do Filho.

Quem vê Jesus vê o Pai” (Jo 14,9).

Portanto, meus irmãos, é muito claro que Jesus é o nosso Senhor, o Filho de Deus que veio ao mundo para nos mostrar a Deus, para resgatar a nossa aliança com Deus a muito perdida. Através do Filho, somos também filhos muito amados de Deus em que ele coloca todo seu agrado.

Depois desse primeiro passo em conhecer Jesus, não me resta outra atitude senão de louvar ao meu Deus Querido, pode ter nos dados seu próprio Filho para que pudéssemos ter uma nova história com Ele.

Agradecer a Jesus, me Senhor, pois vem a cada dia me apresentar ao meu Pai, com minhas dores, minhas misérias, pedindo para mim a Sua infinita Misericórdia.

Se estou aqui hoje, podendo contemplar o Amor de Deus por mim, podendo falar com Jesus e com meu Pai, é graças a Jesus que veio ao mundo para me dar uma nova vida em Deus.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

O meu Ano da Fé: Porque iniciar com o Evangelho de Marcos

Neste primeiro post da minha séria “O meu Ano da Fé” gostaria de contextualizar o porque que escolhi iniciar meu aprofundamento da Sagrada Escritura com o Evangelho de Marcos.

Escrito provavelmente em Roma pelo ano 67 ou 68, teve por destinatários os cristãos convertidos do ambiente pagão, com uma vivacidade única, um sendo de concreto e um dinamismo peculiar, além de um linguajar bem simples e popular, deixa-nos encantados com esta obra. O leitor é arrastado pelo autor que o coloca sem cessar diante da figura impressionante de Jesus.

Marcos escreveu o seu Evangelho com a finalidade precisa de responder à pergunta “Quem é Jesus?“.  No entanto Marcos é o evangelho dos fatos, ao contrário de Mateus que é considerado o Evangelho dos discursos, Marcos não responde com doutrinas teóricas ou discursos de Jesus. Ele apenas relata a prática ou atividade de Jesus, deixando que o leitor chegue por si mesmo à conclusão de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus (1,1; 8,29; 14,61; 15,39). Portanto na leitura do Livor de Marcos, o importante é perceber o significado do que Jesus faz, isto é, estar atento ao quadro completo da sua atividade.

Essa finalidade de Marcos se acha bem sintetizada no primeiro versículo (1,1): “Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Trata-se de um Evangelho, que é, antes de tudo, o anúncio a respeito de Jesus enquanto Messias  e Filho de Deus, resposta à pergunta que ele mesmo consignou: “quem é este homem…?” (4,41). Os milagres de Jesus, especialmente suas expulsões de demônios, como também a sua Morte e Ressurreição, convergirão para isso.

Através da sua prática, Jesus realiza o seu projeto messiânico segundo a vontade do Pai, entrando em conflito com uma concepção de Messias ligada aos esquemas de dominação.  Nessa época tinha se a ideia de que o Messias viria como rei triunfante, que libertaria a nação judaica do poderio romano, e faria Israel retomar o seu antigo esplendor dos tempos de Davi e Salomão. Mas esse Messias não mudaria em nada, até mesmo aperfeiçoaria, o esquema interno classista e opressor, sustentado por uma ideologia religiosa. Esse conflito se traduz concretamente no confronto na atividade de Jesus com a sociedade judaica do seu tempo.

Toda a atividade de Jesus é o anúncio e a concretização da vinda do Reino de Deus (Mc 1,15). E isso se manifesta pela transformação radical das relações humanas: o poder é substituído pelo serviço (campo político), o comércio pela partilha (campo econômico), a alienação pela capacidade de ver e ouvir a realidade (campo ideológico). Trata-se de proposta alternativa de sociedade, que leva ao nivelamento fraterno das pessoas. Isso provoca a oposição acirrada das autoridades e dos privilegiados, que fazem de Jerusalém e do Templo a sede de seu poder e riqueza. O resultado do conflito é a Paixão e Morte de Jesus. Mas Jesus não permanece morto. Ele ressuscita, e sua Ressurreição é a sentença condenatória do sistema que o matou.

O livro de Marcos é apenas o começo da Boa Notícia (1,1). O autor deixa claro, portanto, que sua obra não é completa e que, para chegar ao fim, supõe que o leitor tome uma posição: continuar o livro através da sua própria vida, tornando-se discípulo de Jesus. Como discípulo, o leitor deve agora chegar a uma decisão, isto é, reconhecer Jesus como o Messias que leba à plenitude de vida (8,29; 15,39) e aceitar o seu convite, indo ao encontro do Ressuscitado da Galiléia (16,7). Não se trata apenas de voltar a ler o Evangelho desde 1,14, e sim de continuar  no tempo presente a atividade concreta de Jesus, através de prática que faça renascer continuamente a esperança da vinda do Reino.

Este último parágrafo em negrito exprime toda a razão em eu ter escolhido começar pelo Evangelho de Marcos.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio