Alegre-se como Deus!!!

“DEUS ESTÁ NA SURPRESA E NO INESPERADO. QUANDO MENOS IMAGINAMOS SE IRROMPE NOS LUGARES COTIDIANOS MAIS INUSITADOS. HOJE PUDE VÊ-LO NO QUINTAL DA MINHA CASA. CHEGOU DE MANSINHO, COLHEU ALGUMAS JABOTICABAS, DEU COMIDA AOS PASSARINHOS E DEPOIS SE FOI, RINDO E PULANDO SOBRE AS MARGARIDAS PARA NÃO SE MACHUCAR.

DEUS É IGUAL A UM MENINO: ALEGRA-SE COM POUCA COISA!”

 

Padre Fábio de Melo

Contra capa do livro “É Sagrado Viver”

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Outonos e primaveras – Padre Fábio de Melo

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.

São as estações do tempo. São as estações da vida.

Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras…

Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras…

Floresçamos.

Padre Fábio de Melo

Conhecer-se a si mesmo

Quando começamos a nos conhecer, vencemos as ilusões sobre nós mesmos

Conhecer-se a si mesmo! Essa velha máxima dos gregos atravessou milênios e chegou a nós cheia de vida e de importância. Sem se conhecer você não pode se construir como convém. E esta não é uma tarefa fácil. Ninguém se torna maduro e equilibrado sem se conhecer. Temos que ter coragem de olhar as escravidões e traumas que o passado possa ter deixado em nossa vida, não importa por quem e como, e buscar a liberdade e o equilíbrio.

Vivemos acreditando em um montão de coisas que não podemos ter, que não podemos ser, que não vamos conseguir. A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes!

Reconheça os seus valores e os empregue para o bem dos outros. Isso não é egoísmo nem soberba. Humildade não é ficar se desvalorizando ou pisando em si mesmo, é ser fiel à verdade sobre você.

Quando começamos a nos conhecer, vencemos as ilusões sobre nós mesmos; vamos deixando as máscaras e falsidades; deixamos o “palco” e entramos na vida real.

Quando você olha a vida de frente, toma posse dela. Não tenha medo de constatar as suas forças, fraquezas e erros. Assuma tudo e recomece a corrigir o que estiver errado, com calma e perseverança. Não é fácil se enfrentar e se superar, mas é necessário. É preciso querer. Saiba que os nossos comportamentos têm causas boas ou más; investigue-as; só assim você vai se conhecer. Sem medo. Não se esqueça, é claro, de anotar os seus valores; faça uma contabilidade correta. Na verdade, você vai descobrir que é um pouco santo e um tanto pecador; um tanto sábio e outro tanto tolo; um tanto mentiroso e um tanto honesto; um tanto qualificado e um tanto incompetente; um tanto alegre e um tanto triste… e mais.

Mas aprenda a amar-se e a aceitar-se com a devida tolerância para consigo mesmo. Quando fazemos um exame profundo de nosso interior experimentamos renascer em nós a liberdade e a vida. Assim os fantasmas da alma desaparecem e o seu verdadeiro eu pode erguer-se.

Preste atenção naquilo que as pessoas honestas falam de você, e você se conhecerá um pouco mais.

O que mais acontece nos relacionamentos humanos é o fato de as pessoas não verem e não assumirem as suas falhas, tentando sempre empurrar as culpas das coisas erradas para os outros; é o chamado “bode expiatório”.

Temos também que ter coragem de aceitar as boas críticas, pois nos fazem mais bem aqueles que honestamente nos criticam do que aqueles que nos bajulam. Os primeiros nos ajudam a crescer, os outros nos fazem orgulhosos.

Se você aprender a lidar com você mesmo, lidar com os outros será mais simples e você será feliz.

Professor Felipe Aquino

 

Conhecer-se e Perdoar-se (Padre Fabio de Melo)

Santidade: O aprimoramento do humano (Padre Fábio de Melo)

“É mais fácil acreditarmos numa santidade que não passe pela humanidade.

Mas quando a gente identifica que a santidade é o aprimoramento do humano, retirar os excessos para fazer prevalecer a parte boa de nós. Ou até mesmo esculpir, lapidar como um garimpeiro lapida uma pedra bruta até que ela se torne preciosa. Vamos descobrindo que na nossa vida é a mesma coisa.

Eu preciso ter a consciência que a minha lapidação vai acontecer diariamente, pela graça de Deus e também pelo meu empenho.

Eu também sou uma pedra bruta que precisa ser lapidada.

Você também é uma pedra bruta que precisa ser lapidada.

É a isso que nós chamamos de santidade.

Nós somos muitas vezes cheios de cascas que impedem o nosso brilho. Cascas que foram colocadas pela vida, pelas escolhas erradas que nós fizemos, pelas influências negativas que as pessoas tiveram sobre nós.

Talvez você já tenha experimentado isso na sua vida, viveu um relacionamento, uma pertença que ofuscou o seu brilho, que lhe fez esquecer a pedra preciosa que você é.

Quando tomo consciência disso permito-me uma postura de querer modificar, de não querer mais levar comigo esse peso que o outro deixou em mim.

E a conversão é justamente esse processo humano que nós fazemos à luz da fé, auxiliados por Deus.

Eu creio em Deus, e eu creio que Ele vai me iluminar no dia-a-dia para que, orientado pela sua Palavra, para que motivado pelos seus sacramentos, eu tenha coragem de olhar para as minhas misérias e, a partir delas, querer a santidade!”

Padre Fábio de Melo – Trecho do Programa Direção Espiritual – 25/07/2012

Assista abaixo o programa todo. Você não vai se arrepender!

Que o Senhor lhes dê a Paz.

Marco Aurélio

Aprenda a viver a sua solidão!

É imprescindível para a nossa humanidade aprender a conviver com a nossa própria solidão, pois por mais que o outro te ame e esteja com você, por mais pessoas que possam estar ao seu lado, em um determinado momento você estará a sós com você mesmo e terá que lidar com o seu verdadeiro “eu”.

Aprender a conhecer a você mesmo e a sem amar é o primeiro passo para amar verdadeiramente o outro.

Invista na sua capacidade de ser só para que quando estiver com alguém você possa se oferecer de coração a esse alguém!!!

Padre Fábio de Melo – Programa Direção Espiritual 19/09/2012

Aprenda com o girassol… Busque a Luz o tempo todo!!!!

“…

A vida é o lugar da Revelação divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que distribuir fragmentos de pólvora pelos cômodos de nossa morada. Um risco que não podemos correr.

Tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado. Não é ele que pode nos salvar. Ele é apenas um condutor. É depois dele que podemos encontrar o que verdadeiramente importa. Ele, o fundamento de tudo o que nos faz ser o que somos. Ele, o Criador de toda realidade. Deus trino, onipotente, fonte de toda luz.

Sejamos como os girassóis…

Uma coisa é certa. Nós estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.

Sejamos afeitos a este movimento místico, natural. Não prenda os seus olhos no oposto de sua felicidade. Não queira o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental. É a nossa realização que está em jogo.

Girassol só pode ser feliz se para o Sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras.

Eles já sabem, mas nós precisamos aprender.”

Padre Fábio de Melo