O meu Ano da Fé: Marcos nos diz quem é Jesus

Logo no primeiro versículo do seu evangelho, Marcos já nos diz quem é Jesus:

O começo da Boa-Nova de Jesus, o Messias, o Filho de Deus”.

Somente esse versículo de Marcos nos faz parar e meditar profundamente dobre Jesus.

Não tem como ser mais direto, para que não haja em nós nenhuma dúvida de que Jesus é no nosso Salvador, o Filho de Deus que sem fez no meio de nós para nos livrar de nossos pecados.

Através do pecado de Adão e Eva nós perdemos o nossa vida plena, fomo privados da graça de Deus. Mas com Jesus vem também a sua Boa Nova. Jesus é o nosso recomeço, com Jesus temos uma nova chance de habitar na graça de Deus, com Jesus temos uma nova história.

No livro do Deuteronômio Deus nos faz a promessa de que ainda há de vir um novo profeta, diferenciado, na qual deveremos seguir:

O Senhor teu Deus, suscitará em teu favor um profeta saído das tuas fileiras (…) é a ele que escutarás” (Dt 18,15).

Nunca mais apareceu em Israel um profeta semelhante a Moisés com quem o Senhor falava face a face…” (Dt 34,10).

Aqui torna se claro que a promessa de “um profeta como eu…” até o momento ainda não se cumprira e que Israel continuava a esperar a sua autêntica libertação; Que é necessário um êxodo de uma espécie radical e que para isso se precisava de um novo Moisés.

Mas por que um novo Moisés? O que o distinguira dos demais profetas? Neste trecho também temos essa resposta, o que fora único e essencial da figura de Moisés: ele havia se relacionado com Deus “face a face”; como amigo fala com o amigo, era assim que ele tinha falado com Deus (Ex 33,11). É evidente aqui que o decisivo em Moisés não são as suas ações maravilhosas, como a passagem pelo Mar Vermelho, e sim o fato de que ele tenha falado com Deus como um amigo. Era somente daqui que podiam vir as suas obras, era somente daqui que podia vir a sua lei, que devia ensinar a Israel o caminho no curso da história.

Mas em um pedido que Moisés faz a Deus podemos ver que esse diferencial tem um limite:

Moisés pede a Deus: “Mostra-me a Tua Glória” (Ex 33,18).

Então Deus não atende ao seu pedido e responde: “Tu não podes contemplar o Meu Rosto” (Ex 33,20).

Deus então cobre-o durante a Sua passagem com a sua própria mão, que finalmente retira: “Assim tu podes ver-me de costas, pois o meu rosto não o podes ver” (Ex 33,23).

Assim é importante reter que a imediatez de Moisés com Deus te os sues limites. Deste modo, a promessa de um “profeta como eu” traz consigo, de maneira implícita, uma expectativa ainda maior: que ao último profeta, ao novo Moisés, será oferecido o que foi recusado ao primeiro Moisés – ver real e imediatamente o rosto de Deus e assim poder falar inteiramente a partir da visão, e não simplesmente a partir de um “olhar de Deus por trás”.

Fica muito claro que, se pegarmos então a conclusão do prólogo de São João: “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito que repousa no seio do Pai é que no-lo deu a conhecer” (Jo 1,18), em Jesus cumpriu-se a promessa do novo Moisés. N’Ele se realiza agora plenamente o que em Moisés se encontrava apenas de um modo fraturado: Ele vive diante do rosto de Deus, não apenas como amigo, mas como Filho; Ele vive na mais íntima unidade com o Pai.

E aí está a resposta que todo leitor do Novo Testamento de levantar – aonde é que Jesus foi buscar a sua doutrina, onde é que se pode esclarecer a sua aparição. Esta questão só a partir daqui é que pode ser respondida: esta doutrina não tem a sua origem em nenhuma escola. Ela é totalmente diferente do que se pode aprender nas escolas, pelo contrário, ela não vem de aprendizagem humana, seja ela de que espécie for. Ela é diferente; é explicação com “autoridade”. Ela vem do contato imediato com o Pai, do diálogo “face a face”, da visão daquele que repousa no seio do Pai. Ela é palavra do Filho.

Quem vê Jesus vê o Pai” (Jo 14,9).

Portanto, meus irmãos, é muito claro que Jesus é o nosso Senhor, o Filho de Deus que veio ao mundo para nos mostrar a Deus, para resgatar a nossa aliança com Deus a muito perdida. Através do Filho, somos também filhos muito amados de Deus em que ele coloca todo seu agrado.

Depois desse primeiro passo em conhecer Jesus, não me resta outra atitude senão de louvar ao meu Deus Querido, pode ter nos dados seu próprio Filho para que pudéssemos ter uma nova história com Ele.

Agradecer a Jesus, me Senhor, pois vem a cada dia me apresentar ao meu Pai, com minhas dores, minhas misérias, pedindo para mim a Sua infinita Misericórdia.

Se estou aqui hoje, podendo contemplar o Amor de Deus por mim, podendo falar com Jesus e com meu Pai, é graças a Jesus que veio ao mundo para me dar uma nova vida em Deus.

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio

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O seu, o meu, o nosso Ano da Fé!!!

Creio que todos sabem quem é Jesus, mesmo os que se dizem ateus ou de outras religiões, mesmo que com outras ideologias.

Mas nesta semana em que o Papa Bento XVI inaugurou o Ano da Fé, eu venho me perguntando se, como um católico, eu realmente conheço Jesus Cristo.

Se alguém chegasse para eu ou você agora e nos perguntasse se realmente conhecemos Jesus Cristo, se conhecemos sua missão, seus ensinamentos, seu chamado, suas palavras, seu modo de agir, de falar, será que saberíamos responder? Ou melhor, será que com as nossas respostas conseguiríamos evangelizar?

Creio que são respostas que todos nós cristãos, que cremos na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, precisamos saber responder para sermos verdadeiros discípulos de Cristo.

Mas estas respostas não são encontradas de uma hora para outra, elas veem com o tempo, durante a caminhada, um passo após o outro.

Quanto mais nos adentramos na vida de Jesus, mais O conhecemos. E quanto mais O conhecemos, mais O amamos. E quanto mais O amamos, mais queremos conhecê-Lo e segui-Lo. E quanto mais o seguimos mais passamos a evangelizar.

E assim, vamos amadurecendo em nossa fé, crescendo em nossa cristandade e em nossa santidade.

Motivado pelo Ano da Fé eu entendi que preciso ir em busca do meu amadurecimento da minha fé, assim vou a partir de agora iniciar uma aprofundamento pessoal dos mistérios que Jesus tem para mim.

Para esse meu aprofundamento escolhi como leitura a coleção “Jesus de Nazaré” escrita pelo Papa Bento XVI, por me admirar com a forma com que nosso querido Papa nos apresenta Jesus de Nazaré. Com o Catecismo da Igreja Católica para ser sempre guiado pela Luz do Espírito Santo que guia a nossa Santa Igreja e o mais importante, pela Sagrada Escritura, principalmente pelos Evangelhos, iniciando pelo Evangelho de Marcos.

Também decide, registrar alguns passos deste meu aprofundamento neste blog, portanto vou iniciar a séria “O meu Ano da Fé”, onde irei registrar compartilhar com meus amigos os passos mais importantes que estarei conquistando.

Portanto ficaria muito grato com a participação de vocês nos meus “post’s”, pois certamente precisarei da ajuda de vocês nesta caminhada.

E você? O que acha de fazer tomar posse desta decisão e também se dispor a ir de encontro ao amor de Jesus?

Jesus, da mesma forma que chamou Levi, o cobrador de impostos, está dizendo para você agora… “Filho, Segue-me.” Ele não está interessado na sua vida até aqui e nem nos seus pecados, Ele simplesmente lhe chama para segui-Lo.

O que você vai responder? Só depende de você!!!!

Que o Espírito Santo lhe ilumine neste ano, o Ano da Fé!!!

Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso!!

Marco Aurélio